UM EXERCÍCIO SOLITÁRIO, POÉTICO E FILOSÓFICO, BASEADO NO PRECEITO ROSACRUZ DA MAIS COMPLETA LIBERDADE (POSSÍVEL) DENTRO DA MAIS PERFEITA TOLERÂNCIA (POSSÍVEL). O MARTINISMO E O ROSACRUCIANISMO COMO REFLEXÃO.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
CHOKMAH x BINAH
Por Mario Sales
Flavio fez um reparo muito perspicaz, como é de hábito, ao ensaio “A Existência, o Tempo e o Acetato”, de 15 de fevereiro deste ano. Referindo-se a uma passagem onde eu comentava que “... sobre a natureza do conhecimento comparado das várias linhas de tradição místico esotérica, ...minha posição (é) que as correntes com certeza tem uma origem comum ... . A pergunta é se ver essas semelhanças (e ficar fascinado por isso) traz alguma vantagem esotérica prática, ... . A meu ver, não traz, e pode se tornar uma espécie de vórtice que engole pessoas sinceras em sua busca, mas desviadas de seus objetivos mais profundos pela falsa luz do intelecto. Erudição e Sabedoria são condições absolutamente distintas e, em certos contextos, antagônicas...”.
Quanto a esse trecho, diz Flavio:
“Não sei se o estudo de textos esotéricos, que inevitavelmente vai gerar erudição, e a percepção das relações entre todas as correntes de esoterismo não tem impacto no desenvolvimento espiritual daquele que o faz. Algum refinamento vem daí; alguma melhoria deve ser consequência daquele que se dedica ao estudo destes textos” comentário com o qual, concordei.
Acho, portanto, que o texto, em função deste instigante comentário, merece um reparo.
Quando eu falava de erudição versus sabedoria pensava na Árvore da Vida, e já que era sexta-feira, dia do estudo de Cabala, fui por aí. Binah é a sefira do Conhecimento. Lembrei do trecho da primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 3, versículo 19, que diz: "Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia."
Acumular informações é necessário para que o pensamento se expresse com objetividade e nossas sensações emocionais também possam ser esclarecidas.
Mas ela, Binah, precisa da supervisão de Chokmah, a Sefira da Sabedoria, que está em frente, em situação oposta a Binah.
Existem, pois, aqueles que fazem seus estudos com a presença de Deus a suas costas, (como é o caso dos Veneráveis Mestres Martinistas Flávio e Hackmey), como o Anjo que anuncia o casamento alquímico puxando a camisa de Cristian Rosenkreutz.
E há outros que fazem suas leituras como se estivessem a sós diante do texto, e que supõem que sua inspiração, ao extrair sentido de um texto hermético, baseia-se em mérito próprio e não por terem a cumplicidade de milhares de mentes com as quais se harmonizam em sua ânsia de conhecer, as quais compartilham inconscientemente com ele sua compreensão.
Não é o homem culto que se torna sábio, mas é o sábio que busca a cultura.
Não é o conhecimento adquirido nos textos que nos torna iniciados melhores, mas por termos a iniciação somos buscadores que vão aos textos em busca de ferramentas para expressar a espiritualidade que já nos foi dada, pela iniciação. Reconheço a superioridade espiritual de meus amigos e companheiros de estudos e, na minha opinião, é apenas isto que os move em busca deste conhecimento.
O Bahir[1] diz lindamente: “Primeiro vem a Sabedoria e depois vem a Compreensão”.
Era isso que eu queria dizer.
REENCARNAÇÕES
por Mario Sales
“...é verdade, essa
sensação que eu tenho até hoje, é uma intimidade desde a primeira vez que eu entrei
em um templo rosacruz, parece que eu sempre vivi isso (sic)...”
Essa é a fala de
Edison, durante o encontro semanal da Confraria In Vino Veritas, no diálogo sobre a natureza das sensações que indicam, ora
familiaridade, ora estranheza, ora completo desconhecimento, sobre determinado
ambiente, pessoa, evento histórico, sem que aparentemente exista qualquer
registro de termos estado em contato com aquele fenômeno ou situação antes.
Existem conhecimentos
em nós que são como lembranças, que dormem em nosso subconsciente e que com
dificuldade e recursos de discurso muitos, por não acharem possível o fenômeno
reencarnacionista, tentam explicar como impressões de leituras passadas ou
informações colhidas em momentos da infância e que supomos pertencer a outra
existencia.
Só que a
familiaridade é um argumento muito forte.
Isso que Edison
lembra na sua participação, de sentir-se confortável e íntimo de um local
independente de alguma palavra ter sido dita.
Rosacruzes tem esta
sensação de pertencimento a Ordem antes de afiliar-se, às vezes. São tendências
pessoais difusas e indefinidas que, ao se depararem com o interior do templo,
com o cheiro do incenso, com os princípios expostos nas monografias,
imediatamente tomam uma ordem intimamente conhecida.
Como é possível
intimidade sem tempo? Como é possível reconhecer aquilo que nunca vimos?
Como demonstrar, por
último, aos céticos algo que só podemos provar a nós mesmos com sensações
intensas e indubitáveis?
Por enquanto
permanecerá como um mistério para muitos e uma certeza para alguns de que a
vida é perene e que no dizer de Saint Martin, não existem dois tipos de Vida
mas apenas uma, esta que pulsa, como um coração, manifestando-se e
recolhendo-se de tempos em tempos, de acordo com o ritmo do universo.
A Mônada, como Frater
Leibniz dizia, entretanto, persevera, para além das pulsações da vida material.
E em sua
perseverança, arrasta consigo memórias e experiências que, paradoxalmente, nem
conseguimos recordar plenamente e muito menos podemos esquecer.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
A MORTE
Por Mario Sales
Os materialistas julgam que muitos espiritualistas creem na
sobrevivência do espírito para suportar melhor a inevitabilidade da morte. Ao
contrário, materialistas e ateus seriam pessoas mais equilibradas, que lidam
com o inevitável de forma mais realista e que por isso não necessitam de
crenças em vidas diferentes desta que experimentamos na carne.
Ledo engano.
Se os materialistas soubessem que para um espiritualista,
viver na carne não é o fundamental, mas uma necessidade evolucional saberia que
compreender-se como eterno para além da carne é um convite ao suicídio. Já que
a carne não é a vida, que motivo teria o espiritualista para viver?
E o motivo é este: que a vida na carne traz a chance da
evolução, da experimentação emocional, da prática das virtudes e da queima
alquímica dos defeitos.
Viver na carne é uma oportunidade única de crescer como
indivíduo, de evoluir como personalidade alma.
A Matéria, para o místico, ao contrário do religioso, não é
o inferno de dor e sofrimento, de ranger de dentes, como descrito por alguns
medievalistas.
Para o Místico, pasmem, tudo é matéria, só que em densidades
diferentes, o que torna invisível certas manifestações materiais, o que em
hipótese alguma significa não-existência.
Sem os recursos da microscopia eletrônica alguém já
contemplou o átomo?
Sem os recursos da microscopia ótica, alguém já percebeu, de
relance que seja, o movimento de uma bactéria?
E os gases que nos mantém vivos, nossa atmosfera? São
visíveis ou mesmo palpáveis?
Não.
Nas brilhantes palavras do Buda, é o invisível que sustenta
o visível. E eu diria que o etéreo sustenta a matéria mais densa.
E tudo que é denso eventualmente desvanecer-se-á no espaço,
da mesma forma que os metais mais pesados são derretidos no interior de uma supernova
em colapso e são arremessados em seguida pelo espaço, numa chuva de metais e
outros elementos sobre centenas de
mundos, alimentando-os, de modo discreto e imperceptível, com substâncias que
sem esta chuva jamais surgiriam de modo espontâneo nestes planetas.
Densidade, diz a física quântica, não é igual a existência; da
mesma forma que ausência de densidade, não significa não existência.
Ao dizer-nos materialistas não estamos errados ou certos, apenas
obsoletos.
A noção de matéria e existência representada neste conceito
se aplica apenas à física clássica, aquela do século XIX, no tempo em que
apenas a mecânica de Newton ocupava a cabeça dos físicos.
É a física que nos diz hoje o que os místicos defendem há
séculos: tudo é matéria, independente da densidade.
O que nos falta, hoje, é tecnologia de observação que nos
leve a estes planos mais recônditos daquilo que chamamos natureza.
Pensar em uma separação entre matéria e espírito é ser pré
espinozano, que já no XVI avisava sobre o que hoje a quântica descreve, em
detalhes.
Espiritualistas não creem na vida após a morte, sabem que o
que está aí, denso e aparentemente sólido, é apenas a aparência externa de um
fenômeno inserido no tempo e que está em constante mutação, desgastando-se e
perdendo pouco a pouco, de maneira inexorável, essa densidade de que tanto se
orgulha.
Crer que o que se toca e se vê é real, e o que não se vê não
é, com o conhecimento científico atual chega a ser infantil.
Quanto a isto, creio, não existe polêmica.
Resta saber se alguma coisa sobrevive ao desgaste derradeiro
do que chamamos de corpo físico.
Aí entramos no terreno do esoterismo, hoje, enquanto não
temos tecnologia que possa quantificar a presença do pensamento e da mente após
a saída do corpo chamado material.
Portanto, em respeito as pessoas inteligentes e por isso
céticas, não defenderei teses que não possa demonstrar.
O que afirmo, entretanto, é que não é por medo da morte que
os espiritualistas e místicos aceitam como fato indubitável a continuidade da
consciência após o término da existência ordinária.
Não.
Nas palavras de Shakespeare, “morrer, dormir; dormir, talvez
sonhar”. Se assim for, que mal pode
haver nisso?
A frase mística é “morrer, dormir: despertar”.
Este é o verdadeiro sonho, este sonho de carne e sangue.
Nem por isso devemos deixar de desfrutá-lo.
Como vimos, o conceito de realidade, hoje, é muito mais
amplo do que já foi.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
A EXISTÊNCIA, O TEMPO E O ACETATO.
Por Mario Sales, FRC,SI
Cena de “Sonhos”
de Akira Kurosawa
Há vários assuntos e conceitos a discutir, alguns nascidos
de reflexões durante o último encontro da Confraria In Vino Veritas, onde lá
pelas tantas, o tema passou a ser as distintas compreensões da morte por
espiritualistas e materialistas.
Outro tema significativo vem de uma conversa agorinha a
pouco com Flavio e Wilson sobre a natureza do conhecimento comparado das várias
linhas de tradição místico esotérica, seja Zen Budista, Sufi, da Escola do
Quarto Caminho de Gurdieff, ou do Cabala Judaico, Cristão ou Esotérico, na qual
eu expunha minha posição que as correntes com certeza tem uma origem comum dado
o ditado árabe que lembra que “enquanto só vires as diferenças teu conhecimento
não valerá uma rúpia; a verdadeira sabedoria só vem quando começamos a ver as
semelhanças”.
A pergunta é se ver essas semelhanças traz alguma vantagem
esotérica prática, além desta percepção de uma unidade subjacente a todos estes
caminhos. A meu ver, não traz, e pode se tornar uma espécie de vórtice que
engole pessoas sinceras em sua busca, mas desviadas de seus objetivos mais
profundos pela falsa luz do intelecto. Erudição e Sabedoria são condições
absolutamente distintas e, em certos contextos, antagônicas. Eliphas Levi, com
sua indiscutível erudição, criou uma legião de seguidores fascinados pelo
volume de informações que seus livros traziam, principalmente Dogma e Ritual da
Alta Magia de 1854 e O Grande Arcano, de 1868. Era talvez este o papel mais
importante dos esoteristas do século XIX: preservar e consolidar as informações
de séculos anteriores.
Eliphas Levi
E esse papel, Levi desempenhou com competência. Blavatsky
continuaria esse esforço em 1888 com a publicação da Doutrina Secreta. “Ísis
sem Véu” de 1877 tinha sido um primeiro ensaio, mas pela densidade de
informações, a Doutrina Secreta tem um peso maior.
Mas estes trabalhos são,
como disse, monumentos de erudição, não portas de Sabedoria.
Aliás, a erudição pela erudição impede a verdadeira
sabedoria. O erudito, antes de erudito, deve ser alguém encharcado de humildade
e prudência, de forma a não cair na armadilha de achar que ler e publicar muito
o torna um mestre espiritual.
Mestria, por sinal, é algo secreto, silencioso. Um processo
oculto em nosso coração, que testemunha nossa evolução e que, junto com a
Consciência Guardiã, nos autoriza ou não a trocar de patamar e de nível
espiritual.
A verdadeira escola é invisível, interior e individual, como
Saint Martin com sagacidade percebeu.
Todos que encontramos em uma ou em muitas encarnações são
nossos mestres, ou discípulos. Os papéis são e devem ser trocados, em um balé dinâmico,
que comprova a lição e que todos somos parte de um só espírito, de uma só
mente.
Mesmo irmãos mais avançados devem retornar e retornam a
níveis já ultrapassados para resgatar outros espíritos e demonstrar certos
conceitos e valores que vão auxiliar no desenvolvimento de todos e no deles
mesmo.
Cada Mestre que demonstra misericórdia doando-se, ao
mostrar-se em locais e regiões do espaço tempo menos evoluídos, aumenta sua luz
pessoal e melhora seu próprio desenvolvimento.
Um mestre que não ensinasse o que sabe seria inútil. Todo
seu esforço se perderia ao não ser compartilhado. E compartilhando-o, ele
aumenta as chances de toda a humanidade e sua luz se expande junto com a luz de
todos que beneficiou.
Fazer o bem não é virtude, mas uma necessidade evolucional.
E quando falo bem não me restrinjo a noção de Bem em oposição a um determinado
conceito de Mal, algo definido por compreensões culturais regionais ou por
valores de uma época.
Falo do Bem transcendente, transvalorado como diria
Nietzsche, já que todos, absolutamente todos os acontecimentos não são mais do
que estratégias de mobilização dessas energias em evolução chamadas pelos
rosacruzes personalidades alma, como o vento mobiliza o barco em meio ao
oceano.
Nós não chamamos de Bem aos dissabores e vicissitudes da existência,
e isto porque temos uma visão limitada do contexto no qual está inserida aquela
ocorrência.
Muitas vezes anos depois do ocorrido compreenderemos o papel
mobilizador que aquele evento teve em nossa vida e o quanto nos estimulou na
jornada em direção a posições mais elaboradas de compreensão e percepção da
realidade.
O Objetivo sempre será levar-nos a entender a experiência
vital como uma experiência estética e não só moral ou psicológica apenas. E
estética nos dois sentidos, tanto no sentido de receber estímulos, imagens
cores, sons, sabores e as emoções decorrentes, como também um exercício de
materialização da beleza, de conscientização da beleza da vida, como quando
contemplamos um quadro que nos fascina, ou para ser fiel ao dinamismo da
existência, um filme belo e profundo, como os que foram produzidos por Akira
Kurosawa. Tanto para Yogues Indianos, como para Cabalistas Judeus, o que
importa é entender que o que vemos do mundo é aquilo que podemos compreender do
mundo e vivenciar em nós o maior de todos os mistérios: o que vemos com nossos
olhos é o que nossos olhos criam a nossa volta.
Akira Kurosawa
Spencer Lewis tocou neste profundíssimo assunto em uma de
suas monografias. O Olhar não é apenas um passivo recebedor de imagens, mas
também um ativo projetador de compreensões. E, portanto, vemos e criamos ao
mesmo tempo, ao interagir imageticamente com o que contemplamos.
Como em um filme qualquer de cinema.
A erudição, de que eu falava acima, é como saber de cor o
nome de todas as locações do filme, os membros da equipe técnica, o nome do
elenco, conhecer os problemas relacionados a sua execução, as questões
financeiras da produção, o nome dos produtores e do diretor.
Nada disso é o filme, no entanto.
O filme é o produto final, a experiência estética, a obra em
movimento.
O filme é movimento, ou melhor, é o que resulta da ilusão de
movimento provocada pela aceleração de milhares de imagens imóveis, tornadas “vivas”
pela aceleração de seu deslocamento, pelo movimento que lhes é acrescentado.
Vida, da mesma maneira, não é nada sem o movimento, que em
nosso caso se chama Tempo, o Devir, a sequência dos instantes como descrita por
Henry Bergson.
Sem o Tempo não há existência, apenas formas sem vida.
Sem a ilusão provocada pelo Tempo, ou seja, sem a Ilusão
produzida por outra Ilusão, a existência como a concebemos seria impossível.
Para compreender isso, a natureza mais profunda da
existência, não basta ir a cabine de projeção e segurar nas mãos o acetato em
fita dentro daqueles enormes projetores, como se fazia antes das cópias
digitais.
É preciso sentar na cadeira em frente a tela perceber que a
realidade que sentimos na experiência que o filme nos traz, não importa sua
natureza, terror, ficção, ação, violência, só existe por autorização e
concordância de nossa parte, por cumplicidade nossa nessa magnífica e emocional
experiência cinematográfica. Mestre é aquele que sabe que, antes de qualquer coisa,
um filme é diversão e aprendizado como lembra Richard Bach em “Ilusões”, sua
obra prima.
A Vida, da mesma maneira, ou é diversão ou aprendizado, e
sempre é, ou deveria ser, lazer.
Só se assusta com o filme quem acredita na ilusão e nos
truques cinematográficos. Outros apenas se divertirão; esses são os mestres. O
próximo passo da evolução é fazer seus próprios filmes, materializar suas
próprias histórias, construindo-as com a elegância e a habilidade de um
artista, de um artesão.
Esta é a consequência da Sabedoria, a visão de conjunto: tornar-se
um criador de Universos e de Mundos.
Bonito.
Quanto à morte e seus diferentes conceitos para
espiritualistas e materialistas, isso aí já é assunto para outro ensaio.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
15 de setembro de 1976
Minha primeira participação em um grande evento unindo as duas Ordens, 1 ano depois de ingressar na AMORC. Maria Moura sendo Homenageada e Carlos Alberto, fazendo o discurso. Naquela época a Loja Maçonica Simbólica Cayru abrigava aos sábados o iniciante Capítulo Rosacruz Meier, na Rua Dias da Cruz, depois Loja Meier, na Rua Fábio da Luz, primeiro corpo afiliado que frequentei.
"Ao centro, o Dr. Osmane Vieira de Rezende, Soberano Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, ladeado pelo Venerável Mestre da Loja Simbólica Cayrú e pela Grande Mestre da AMORC do Brasil."
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
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