Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

domingo, 9 de dezembro de 2012

CARTAS ROSACRUZES


pesquisa de Mario Sales, FRC.:, Gr.:18 - C.:R.:+C.:, S.:I.:(membro do CFD)

"Durante a vida terrestre estamos rodeados de perigos e é bem pequeno o nosso poder de defesa. Os corpos materiais nos encadeiam ao reino do sensível e mil tentações nos assaltam todos os dias. Sem a reação do espírito a natureza animal afundaria o homem na sensualidade. Todavia, este contato com o sensível é necessário: proporciona a força que o faz progredir. O poder da vontade o eleva; e aquele que identifica a sua vontade com a vontade de Deus pode, durante a vida na terra, chegar à espiritualidade que lhe concede a contemplação e compreensão da sua unidade no reino da inteligência. Tal homem pode realizar o que quiser porque, unido com o Deus Universal, todos os poderes da natureza são seus poderes e nele se manifestarão a harmonia e a unidade do Todo. Então, vivendo no eterno, não está sujeito às condições do espaço e do tempo, participa do poder de Deus sobre todos os elementos e poderes do mundo visível e invisível e tem a consciência do eterno.
- Dirige todos os teus esforços no cultivo da tenra planta da virtude que cresce em teu seio. Purifica tua vontade e não permitas que as ilusões dos sentidos te alucinem. A cada passo que deres na senda da vida eterna, encontrarás um ar mais puro, uma vida nova, uma luz mais clara e, em proporção à ascensão para o alto, aumentará o teu horizonte mental."

In Cartas Rosacruzes, Carta I, SABEDORIA DIVINA http://www.fraternidaderosacruz.org/cartasrc1.htm


Este belíssimo trecho acima é das Cartas Rosacruzes, documento citado pelo nosso colaborador eventual, cujo pseudônimo é Frater AEC. São sete belas cartas, com os títulos de SABEDORIA DIVINA ; O MEIO PRÁTICO DE ALCANÇAR A LUZ; VERDADE ABSOLUTA E RELATIVA; A DOUTRINA SECRETA; OS ADEPTOS; EXPERIÊNCIAS PESSOAIS e OS IRMÃOS.

Diz o site da Fraternidade Rosacruz, fundada por Max Heindel, que "dotadas de singular eloqüência e elevado misticismo, tais Cartas são adotadas por diversas Escolas Rosacruzes. Remontam ao século XVIII, e foram publicadas nos Vols. 8 e 9 do periódico "The Theosophist", editado pela Sociedade Teosófica, assinadas por F.H. e H., no caso da sétima e última carta. É referido que a sexta carta teria sido remetida a Eckartshausen, martinista e autor do célebre livro "A Núvem Sobre o Santuário". Segundo A.E.Waite[1], foram reimpressas num periódico americano, com as iniciais F.H. e H. suprimidas, sendo toda a série atribuída a Eckartshausen, que teria escrito-as entre 1792 e 1801. Proclama-se que elas teriam sido traduzidas do Espanhol. Segundo A.E. Waite, "as iniciais sugerem obvilmente a mão do Dr. Franz Hartmann"[2].

Franz Hartman

Tais Cartas se popularizaram através da revista "Rays from Rose Cross", editada pela "The Rosicrucian Fellowship"; posteriormente foi publicada como apêndice do livro "A Maçonaria e o Catolicismo", de Max Heindel, editado em vários idiomas. 




A presente tradução é atribuída a Francisco Phellip Preuss, e consta na primeira edição de "Maçonaria e Catolicismo", publicada no Brasil pela Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em 1959. Foi revisada pela Irmã  Probacionista Ruth Coelho Monteiro, da Fraternidade Rosacruz Max Heindel, em São Paulo.
Enfim, são textos de rara profundidade que valem pela sua densidade e trazem em si o sinal que as identifica como textos autorizados pela Fraternidade Branca.
Abaixo uma breve nota biográfica sobre Max Heindel,o fundador da Fraternidade Rosacruz e discípulo do teósofo dissidente Rudolph Steiner.


Max Heindel



Max Heindel, nascido Carl Louis Fredrik Graßhoff (Aarhus, Dinamarca; 23 de Julho de 1865Oceanside, Califórnia, 6 de Janeiro de 1919), foi um ocultista,astrólogo e místico cristão dinamarquês de origem alemã, radicado nos Estados Unidos. Entre os estudantes dos seus ensinamentos é reconhecido como o maior místico do século XX no ocidente. Max Heindel nasceu na família real dos Von Grasshofs, que estavam ligados à Corte Germânica durante a vida do Princípe Bismark. O seu pai, François L. von Grasshoff, emigrou, ainda em jovem, para Copenhague, Dinamarca, onde casou com uma mulher da nobreza dinamarquesa. Tiveram dois filhos e uma filha. O mais velho destes filhos era Carl Louis von Grasshof, que viria mais tarde a adoptar o nome "Max Heindel", quando de sua imigração para os Estados Unidos. O seu pai faleceu quando Max Heindel tinha seis anos de idade, deixando a mãe com três filhos pequenos e em circunstâncias muito difícies. A sua infância foi vivida numa pobreza remediada, sendo que a sua mãe fazia um grande sacrifício para que o pequeno rendimento que tinha chegasse para proporcionar tutores privados aos seus filhos e sua filha. Era sua intenção dar-lhes uma educação apropriada para que estes pudessem, um dia mais tarde, ocupar o seu lugar por direito de nascença como membros da nobreza. Aos dezesseis anos, recusando um futuro que se previa entre a classe da nobreza, deixou a casa materna para entrar nos estaleiros navais de Glasgow, naEscócia, e aí aprender a profissão de engenharia. Cedo foi escolhido para Engenheiro Chefe de um navio comercial, posição que o levou a viagens por todo o mundo e lhe proporcionou uma grande conhecimento acerca do mundo e dos seus povos. Posteriormente, durante alguns anos foi Engenheiro Chefe de um dos maiores navios a vapor de passageiros da Cunard Line, que fazia a travessia entre a América e a Europa. De 1895 a 1901 tornou-se engenheiro consultor emNova Iorque, embora não tivesse êxito, e durante este tempo teve um casamento efêmero, que terminaria com a morte de sua esposa, em 1905. Deste casamento nasceram um filho e duas filhas.


Max Heindel mudou-se para Los Angeles, Califórnia, em 1903, para procurar trabalho. Entretanto, devido ao sofrimento durante a sua dura infância, que inclusive lhe trouxe problemas de saúde que nunca ficaram sarados, e a acontecimentos infelizes na sua vida recente, começou nesta altura a crescer em seu íntimo a necessidade de compreender as causas dos sofrimentos da humanidade. Nesta fase de sua vida interessou-se pelo estudo da metafísica e, após ter presenciado um conjunto de palestras pelo teosofista C.W. Leadbeater, juntou-se à Sociedade Teosófica de Los Angeles, da qual foi vice-presidente em 1904 e1905. Tornou-se também vegetariano e iniciou o estudo da astrologia, tendo descoberto nela a chave com a qual conseguia desvendar os mistérios na natureza interna do homem. Nesta altura conheceu Augusta Foss que se interessava também por linhas similares de pesquisa e pela astrologia; ela viria a ser a sua futura esposa. Contudo, a sobrecarga de trabalho neste período e privações por que passava trouxeram-lhe um problema cardíaco severo que durante meses o colocou entre a vida e a morte. Após a recuperação verificou que se encontrava mais sensível do que nunca às necessidades da humanidade. Diz-se que durante este período em que se encontrava internado, terá passado a maior parte do tempo fora do corpo, procurando e trabalhando conscientemente nos planos invisíveis.


De 1906 a 1907 começou, por iniciativa própria, um conjunto de conferências para divulgar o seu conhecimento do oculto. Estas conferências inciaram-se primeiro em São Francisco e depois na parte norte dos Estados Unidos em Seattle. Após uma série de conferências nesta última cidade, foi novamente forçado a passar algum tempo no hospital com novo problema cardíaco. Mesmo assim, quando ainda em recuperação, continuou o seu trabalho de conferências na parte noroeste do país.


[No Outono de 1907, durante um período de conferências de bastante sucesso, viajou para a Berlim, Alemanha com a sua amiga Alma von Brandis, que durante vários meses o tentava persuadir para assistir a um ciclo de conferências de um professor do oculto chamado Rudolf Steiner. Durante a sua estadia na Alemanha, Heindel nutriu uma grande estima pela personalidade deste conferencista, conforme mais tarde o expressa numa dedicatória da sua obra magna, mas simultaneamente entendeu que este professor tinha pouco para lhe oferecer. Foi então, já decidido em sua mente a retornar e desiludido por haver parado o trabalho de sucesso que se encontrava a desenvolver na América para poder fazer esta viagem, que Heindel reporta haver sido visitado por um Ser Espiritual (envolvido no corpo vital). Este suposto Ser identifica-se posteriormente como um Irmão Maior da Ordem Rosacruz. Conforme Heindel posteriormente menciona, este Irmão Maior facultou-lhe informação concisa e lógica que estava para além do que ele seria capaz de escrever. Mais tarde soube que durante a visita anterior ele foi colocado, sem o disso ter noção, perante um teste para determinar o seu mérito para ser mensageiro dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Ele conta que apenas após este teste lhe terá sido dada instrução de como alcançar o Templo etérico da Rosa Cruz, na Baviera, próximo à fronteira com a Boémia, e neste Templo Max Heindel teria estado em comunicação directa e sob instrução pessoal dos Irmãos Maiores da Ordem Rosa Cruz. A Ordem Rosacruz é descrita como sendo composta por doze Imãos Maiores, reunidos em torno de um décimo terceiro que é a Cabeça invisível da Ordem. Estes grandes Adeptos, pertencentes à evolução humana mas havendo avançado muito para além do ciclo do renascimento, são descritos como pertencedo ao conjunto de exaltados Seres que guiam a evolução da humanidade, os Seres Compassivos.


fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Heindel












[1] Arthur Edward Waite (2 DE OUTUBRO DE 1857- 19 DE MAIO DE 1942) foi um místico que escreveu e estudou intensamente os assuntos do oculto e o mundo esotérico, e foi fundamentalmente o co-criador do baralho de cartas de Tarot intitulado Rider-Waite. Tal como o seu biógrafo referiu em tempos, R.A. Gilbert que "o nome de Waite sobreviveu ao longo dos tempos, visto que ele foi o primeiro a arriscar o seu estudo sobre o ocultismo do Ocidente. Waite foi um prolífico autor com muitos dos seus trabalhos a serem reconhecidos nos círculos académicos. Escreveu textos sobre o Oculto de variados temas tais como adivinhação, esoterismo, Rosacrucianismo, Maçonaria , Magia negra e Magia cerimonial, Cabala e Alquimia; Também traduziu e reeditou importantes trabalhos de outros autores relacionados com os mesmos temas. Os seus trabalhos mais notáveis destacam-se na obra sobre o Graaal Sagrado, influenciado pelo sua amizade com Arthur Machen. Embora a edição dos seus livros ainda não estejam na língua portuguesa, referência-se os seguintes volumes: the Book of Ceremonial Magic (1911), The Holy Kabbalah (1929), A New Encyclopedia of Freemasonry (1921), e a sua tradução editada da Transcendental Magic, its Doctrine and Ritual (1896), de Eliphas Levi.

[2] Franz Hartmann (1838-1912) foi um célebre escritor teósofo e médico alemão, estudioso das doutrinas de Paracelso, Jakob Boheme e a Tradição Rosacruz. Foi discípulo de Helena Blavatsky na Índia. Posteriormente fundou a Sociedade Teosófica na Alemanha em 1896. Traduziu o Bhagavad Gita em alemão e escreveu numerosos artigos na sua revista Lotusblüten ( Flor de Lótus). Tentou estabelecer um mosteiro teosófico na cidade alemã Kempten, tal como relata na sua obra "Aventura na mansão dos adeptos rosacruzes". Participou em vários grupos ocultistas como a Ordo Templi Orienti e o Rito de Menphis e Mizrain da Maçonaria. Nos seus últimos anos de vida, estudou também as doutrinas de Guido Von List.