Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

domingo, 20 de março de 2016

PARA QUE TANTO SEGREDO?


por Mario Sales FRC, SI, MM




"Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí"

Gilberto Gil






 (Em 31 de março de 2014 publiquei um ensaio chamado "Para Que Tanto Segredo?" que discutia aspectos práticos da lida e exegese de textos esotéricos. Agora, no próximo dia 28 de abril, deverei fazer uma palestra em uma Loja Maçonica sobre o mesmo tema, e como tal revi e fiz algumas correções no texto original. Sendo omo é um tema sempre importante, atrevo-me a republicá-lo, agora revisto.)

Quando entrei na senda mística certos conceitos para mim eram absolutamente indiscutíveis e os aceitei de modo dócil, sem questionamento. O mais óbvio de todos estes conceitos foi o de necessidade de sigilo quanto àquilo que eu ia estudar.
Ouvi e li várias declarações, nestes últimos quarenta anos de estudos esotéricos, sobre os perigos de se revelar ao chamado "mundo profano" os conhecimentos que estavam sob nossa guarda, nós, os protetores da sabedoria da tradição do chamado "resto do mundo", sabedoria esta que, pressupunha eu naquela época, o tal "resto do mundo" queria  desesperadamente descobrir, e só não o fazia graças aos nossos esforços de resguardar estas informações atrás de códigos, símbolos e procedimentos os mais variados.
Nos primeiros anos, achei que este precioso conhecimento se compunha de palavras mágicas as quais, quando pronunciadas, modificariam a natureza da realidade de modo súbito e vantajoso. Porém, fora um honroso exemplo, não foi isso que aprendi.
Depois, supus que certos poderes maravilhosos como a projeção astral, a telepatia, a telecinese, depois de alguns anos estudando nestas chamadas escolas de mistério, se tornariam parte integrante do meu cotidiano, após um conjunto de treinamentos perfeitamente delineados; mas isto também não ocorreu.
Achei então que se tratava de uma deficiência e uma peculiaridade pessoais, e que devia existir alguém, em algum lugar, dentro destas Ordens a que eu pertencia, que dominava estas artes, e que não eram poucos os que o faziam. Apenas eu, era minha impressão, não conseguia.
Após anos e anos frequentando corpos afiliados e conversando com outros membros como eu, percebi que, se algum deles tinha algum dom extraordinário, proveniente de seus estudos esotéricos, este era restrito, de manifestação esporádica, episódica, geralmente motivada por uma forte e imperiosa necessidade pessoal.
Nada tão dramático que fizesse diferença em uma situação cotidiana de maneira constante, frequente.
Os efeitos especiais que eu via em filmes de ficção nada tinham a ver com o dia a dia da minha vida de esoterista, muito mais ligada a leitura de textos os mais herméticos possíveis, ou contemplar e tentar interpretar símbolos que tinham sido feitos três, quatro séculos atrás, apenas para manter secretas informações importantes sobre o mundo dos iniciados.
Que informações eram estas a serem mantidas em segredo, eu nem sempre estava certo.
Na maioria das vêzes, a interpretação destes símbolos me trouxe interessantes noções acerca da natureza da vida, todas muito filosóficas e em nada objetivas ou práticas, mostrando que a interpretação destes símbolos não me revelaria poderes especiais quaisquer, mas apenas e tão somente valores morais e éticos, demasiadamente genéricos para resultar em consequências operacionais.
Talvez no passado, em que a opinião sempre valeu mais que a experimentação e a comprovação, onde o cientista era mais um escritor que um pesquisador, informações de cunho meramente conceituais fossem realmente interessantes e merecessem o esforço de debruçar-se sobre elas dias e dias.
Hoje, pragmaticamente falando, não consigo identificar nada de prático no estudo de conceitos morais genéricos, e estudá-los para mim é somente um deleite e um prazer estético, acima de tudo algo que gosto de fazer, que me dá prazer intelectual, mas nada, absolutamente nada além disto.
Não consigo ver nenhum ganho prático no estudo destes textos. Parêntese: não quero dizer com isso que eu como pessoa não melhore minha sensibilidade e espiritualidade com eles. Ética e espiritualidade na vida são coisas sempre necessárias. Podem e devem ser discutidas, porém sem segredos ou mistérios, de forma franca, clara. São valores importantíssimos para a sociedade. Fecho o parêntese. 
Não são, entretanto, como “chaves” de uma casa, termo constantemente usado em esoterismo, que colocadas na fechadura correta, abrem com facilidade uma porta real.
Ninguém lê um texto de Martinez de Pasqually ou de Jacob Boheme como se lê um manual de um sistema de som de um rádio do nosso automóvel.
Pela refinada natureza destes assuntos, não se colhe de textos esotéricos informações realmente aplicáveis ao cotidiano banal, apenas noções vagas e metafísicas da natureza das coisas, (a maior parte do tempo, senão todo ele) invisíveis aos nossos olhos comuns.
Estas considerações vêm a mim enquanto a água do chuveiro desce pelo meu corpo.
Penso: para que tanto mistério? O que escondemos e porquê? Aliás, hoje em dia, de quem escondemos o que supomos esconder?
Quem se interessa pelo que está escrito em livros antigos e empoeirados? Estes mesmos livros, entretanto, continuam a ser reimpressos para satisfação de mentes que provavelmente os lêem sem compreender totalmente seu conteúdo, porém sofrem de uma estranha doença intelectual que os faz fascinar-se pelo incompreensível, pelo texto mais obscuro. Aliás, quanto mais incompreensíveis, melhor. Sim, existem pessoas que tem um estranho prazer em ler, sem grande interesse em esclarecê-las, coisas incompreensíveis.
Não é o meu caso, mas conheço muitos.
Deliciam-se em dizer que encontraram textos de significado "muito profundo", tanto "que não conseguiram alcançá-lo" e, obviamente, são incapazes de explicar algo sobre o texto, terminando sempre com a afirmação-explicação que tudo resolve e que toda crítica afasta:
"-Trata-se de um texto extremamente esotérico."
E em volta, ouve-se um "Ah!", de compreensão e aceitação, que evita discussões ou interrogações indigestas pois, aparentemente, não há entre estes estranhos e tão numerosos seres humanos nenhum interesse em entender o que está escrito ali, em compreender verdadeiramente a mensagem que estava sendo passada quando, quem escreveu o tal texto esotérico, o fez.



E não devia ser assim.
Porque se eu escrevo um bilhete, uma carta ou um livro, minha intenção é descrever algo para alguém.
Existem, portanto, três elementos nesta equação: eu que escrevo ou descrevo uma ideia; o texto aonde faço esta descrição; e, por último, a pessoa que, anos depois, lerá meu texto. Deduz-se que, ao escrever o que escrevi, minha intenção era passar adiante uma informação para aquele que me leria, horas, anos ou séculos mais tarde.
Em suma, quem escreve quer revelar alguma coisa, não ocultar.
Mesmo quem, sendo um esoterista, reveste seu texto de aspectos simbólicos os mais variados, para protegê-lo que seja de olhos menos dignos, não objetiva impedir a compreensão daquilo que escreve com esta manobra, mas dificultar uma compreensão fácil, compreensão do texto esta que, em última análise, é a verdadeira intenção daquele texto.
Um texto esotérico é, mesmo sendo esotérico, um texto. Foi feito por alguém, em alguma época, de forma a preservar e revelar, repito, e não esconder, determinada concepção de mundo, mesmo que seja uma concepção pouco objetiva, de natureza mais filosófica, ou mais mística talvez.
O texto, entretanto, foi feito para ser compreendido, e se não o é, (mesmo que as chaves de compreensão sejam dadas, seja por dificuldades interpretativas intransponíveis, seja pela barreira linguística e histórica), é, ao fim e ao cabo, inútil para sua principal finalidade, qual seja, transmitir um determinado conhecimento para outrem.
Além disso, o conteúdo deste conhecimento também interessa na motivação de quem se dedicar a interpretá-lo e traduzi-lo para nossa visão e compreensão contemporânea.
Logo, como exemplo, concluir, depois de horas de leitura de um texto secreto, que ele afirma, em síntese, que a Natureza de Deus é incompreensível, convenhamos, não traz nenhuma informação retumbante ou mesmo útil.
Não seria nem mesmo necessário que esta verdade fosse disfarçada em símbolos ou esoterisada.
A questão da Natureza de Deus não tem quaisquer implicações práticas na vida cotidiana, seja do ateu, seja do crente. 
E é um tema cuja importância já foi discutida milênios atrás com conclusões semelhantes a esta que enunciei acima.
O mundo hoje está cada vez mais objetivo e pragmático. As pessoas são "acusadas" de quererem "apenas" resultados práticos de seus esforços intelectuais.
Aí eu me pergunto: o que há de pecaminoso nisso?
Porque a busca objetiva de resultados práticos, pode ou tem que ser, contrária ao trabalho esotérico?
Estudemos como exemplo a história dos Ellus Cohen, uma conhecida Ordem Esotérica, não maçônica, mas formada apenas por Maçons de Lyon, na França. Sua história e formação começa em 1774, com práticas teúrgicas, que eles chamavam "O Culto", invocando um ser na época entendido como um anjo, que se materializava durante a reunião.
Vemos, aqui, esforços práticos e palpáveis.
A preperação para este evento com uma sequência de jejuns e orações, os encantos e os círculos que eram traçados no solo, as invocações, tudo era parte de uma estratégia cerimonial que visava abrir, segundo se conta, um portal interdimensional, e permitir que um ser (de natureza, na maioria do tempo, invisível), se tornasse visível, e, uma vez materializado, falasse com sua boca sobre verdades universais e espirituais, que eram tomadas como revelações indiscutíveis da natureza do Universo, mesmo que fossem um relato de apenas um ser, Anjo ou não.
Era um esforço demasiado grande para um resultado pífio, embora do ponto de vista circense, espetacular.
De qualquer forma, o esforço geraria resultados práticos, fossem ou não interessantes.
Sim, buscava-se o espetáculo no passado e quanto mais espetáculo mais profundo achava-se que se ia.
Hoje sabemos que não é assim.
Atualmente, até entre os místicos, as almas estão mais pragmáticas, mais objetivas, e definem com mais clareza o que é e o que não é importante na busca por uma mais perfeita espiritualidade. 
Objetividade é economia, discrição, precisão.
O pouco com Deus, é muito.
A experiência divina, sabe-se hoje, a consciência da Presença Divina, a Shekinah, é silenciosa, discreta e interna, intransmissível, inviolável, inquestionável para quem a experimenta. Não precisa ser escondida através de véus ou textos rebuscados já que é esotérica por sua própria natureza.
Então, porque os textos sobre a busca espiritual, os chamados textos esotéricos, são tão esotéricos às vêzes?
Porque nossos textos estão há anos sendo lidos em segredo e não sendo publicados como material de leitura comum?
Papus, o médico Gerard Encause, esoterista francês do século XIX, achava que se jogássemos nos rostos dos profanos os chamados textos secretos, estes, após lerem algumas folhas, os deixariam de lado, com desinteresse, pois não veriam nenhum sentido, nem extrairiam deles qualquer significado ou ensinamento.
É claro que mesmo textos que nada tem a ver com o sagrado e que por definição são profanos, tem seu próprio esoterismo.
Sem uma explicação coadjuvante, chamada "chave" do código em que estão redigidos, textos médicos, de física, de química molecular são ininteligíveis, mesmo que em nada e por nada discutam temas metafísicos ou espirituais.
Assim ocorre, da mesma forma, com textos esotérico-ocultistas.
Ninguém, a não ser alguns malucos como eu, tem qualquer interesse em lê-los, quanto mais decifrá-los.
E quando os lêem, o fazem com tanta inépcia e ineficiência que só chegam a falar sobre eles coisas das quais não tem certeza, mas que supõem, sabe-se lá porque, esteja em suas páginas.
Para não demonstrarem ignorância até inventam sentidos inexistentes para pessoas que ouvirão seus relatos com a mesma perplexidade e admiração daqueles que nem chegaram a ler tais textos.
Não acredito que esteja dizendo absurdos e chego mesmo a afirmar que você que me ouve e que frequenta lojas maçônicas ou corpos afiliados da AMORC já testemunhou pessoas e cenas como a que descrevi.
E agora peço a tolerância e a compreensão de todos para a próxima afirmação porque a mesma decorre de quarenta anos no meio esotérico: essas pessoas, que lêem textos esotéricos, como o Bardo Todol, o livro dos Mortos Tibetano, ou as Estâncias de Dizyan, base do livro A Doutrina Secreta, de Helena Blavatsky, mas não os compreendem e que, em seguida, inventam interpretações desses textos que não compreenderam, são às vezes, mesmo, consideradas intelectuais destacados em seu meio.


ESTÂNCIAS

E assim o equívoco se mantém e se propaga.
Nada de objetivo, nenhum resultado prático se obtém de tais leituras ou de tais discussões.
Escolas esotéricas deveriam ser locais de formação de homens e mulheres mais sensíveis, mas também mais perspicazes, capazes de mais pensamento crítico e analítico. À exemplo de autores como Raymund Andrea, antigo autor rosacruz, ou Nicola Aslan, na minha opinião o mais produtivo e equilibrado autor maçônico contemporâneo.
Eu, por exemplo, aprendi a ler com devoção os textos clássicos. Por ingenuidade, li com devoção muitos textos não clássicos, feitos por pessoas em que eu depositava confiança, ou avalizados por instituições em que eu depositei a mesma confiança.
Eram textos muito bonitos, profundos e sensatos.
Ou pelo menos me pareceram na época.
Depois, com o tempo, vi que nem todos estes textos não clássicos poderiam ser chamados de sensatos, e que alguns, inclusive tinham sua dose de Obscurantismo.
Uma campainha tocou em minha cabeça, e diminui a velocidade como os consumia, pensando cada linha, cada trecho.
Então, além de perceber que pela profundidade da experiência mística esta não poderia ser descrita apenas através de textos, e que, além disso, nem todos os textos eram ou são produto da inspiração divina, mas sim de pseudo-esoteristas, uma necessária avaliação crítica destes textos passou a ser rotina em minhas leituras, para ver o que valia ou o que não valia a pena ser lido.
Muita coisa dita secreta, percebi, não possuía nenhum segredo a ser descoberto. O rótulo de secreto apenas buscava dar importância a textos sem importância alguma.
De novo: o conhecimento esotérico não o é porque está escondido em um cofre, não corre o risco de ser roubado. Hoje enfrenta a mesma situação da mensagem do Cristo quando exposta por Paulo aos Gregos.
Em suas viagens, o apóstolo enfrentou perseguição, risco de morte física, agressões. Na Grécia, entretanto,  apenas desdém. Sua fala foi considerada banal e desinteressante.
Disse ele que foi seu maior fracasso como pregador
(Cito Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículos 32 e 33 –
“E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: ‘acerca disso te ouviremos outra vez’ e assim Paulo saiu do meio deles”.)
Estamos todos nós, esoteristas, como Paulo diante de uma sociedade cética como a sociedade grega daquela época.
Poucos, muito poucos, se interessam pelo que nos interessamos. Pouquíssimos querem saber o que sabemos. E isto, gostaria de argumentar, porque principalmente não temos nada de objetivo a oferecer.
É comum defenderem, até por um viés religioso, a importância da fala de Paulo Apóstolo, em detrimento da descrença dos céticos Gregos. Mas como estou em uma loja maçônica, em um meio esotérico e não religioso, arrisco-me a fazer uma defesa às avessas, das razões do desinteresse dos gregos pela fala de Paulo.
A sociedade contemporânea, como falei antes, é cada vez mais científica e objetiva, de forma que as pessoas em geral, como os Gregos, gostariam de sentir mais solidez nas afirmações dos esoteristas. Esoteristas não estão isentos de ter um discurso e um comportamento que faça sentido para aqueles que os ouçam e os conheçam.
O Mistério pelo Mistério, cada vez mais vale menos na captação e fidelização de membros em escolas esotéricas, seja na Maçonaria ou na Rosacruz, AMORC.
Cada vez mais as Ordens Esotéricas amargam números menores de membros e se a abordagem do assunto não mudar, suponho que esta seja uma tendência irreversível.
E quando falo em mudança de abordagem, falo em tornar os ensinamentos mais diretos, mais focados em resultados palpáveis, pari passo com procedimentos que por sua natureza mais profunda são mais demorados, como a mudança alquímica da personalidade, que só ocorre ao longo de longos períodos de tempo.
Na AMORC ouço frequentemente a queixa de que os corpos afiliados estão sem membros. Na Maçonaria, vejo aprendizes, membros do primeiro grau, abandonarem a Ordem por tédio.
Mesmo assim o modelo não muda, por inércia mental ou por falta de visão.
E ainda se acredita que a simples ideia de segredo ou de ensinamentos ditos secretos possam manter as pessoas interessadas.
O que é secreto, será secreto até ser revelado. E é bom que a revelação não seja uma frustração para o interessado.
O mundo mudou. As pessoas não se deixam mais seduzir por afirmações sem comprovação por muito tempo.
A não ser que sejam absolutamente desprovidas de inteligência.
A ignorância não é um pecado, mas muito menos é um elogio ou uma virtude.
Todos nós, em sã consciência, queremos mais das Ordens a que pertencemos.
Queremos ensinamentos práticos, operacionais, técnicas que possam ser aplicadas no cotidiano e que, não sendo mágicas, pelo menos possibilitem uma melhora de nosso desempenho profissional, social e humano.
Só isto já justificaria nossa filiação.
E como fazê-lo? Com a ênfase didática na experimentação, na verificação em templo dos princípios que descrevemos em nossos textos, rosacruzes ou maçons.
Para rosacruzes, demonstrações das técnicas que são relatadas nas monografias, grau a grau; entre os maçons, seminários dinâmicos, sem a monótona repetição de palavras ou de instruções, deixando que as colunas se manifestem de modo livre e espontâneo, sobre temas relevantes e fornecidos previamente.
É preciso deixar o Maçon falar e o Rosacruz experimentar suas idéias e conceitos.
Os chamados discípulos precisam de espaço para elaborarem suas dúvidas e questionamentos, sendo o papel dos irmãos mais antigos apenas orientarem o desenvolvimento destes estudos, de forma a preservar um crescimento do espírito do Irmão ou Irmã livre de chuvas e trovoadas, oferecendo-lhe um ambiente acolhedor para o aprendizado e não o rigor de uma disciplina estúpida e inútil, que desencoraja o questionamento e, portanto, o crescimento espiritual e intelectual.
Nas palavras do educador inglês Sir Ken Robinson, "a educação está matando a criatividade". A educação esotérica segue o mesmo caminho.
O esoterismo que se baseia na ilusão de que quanto mais oculto melhor aposta na ignorância e sufoca a capacidade de seus membros de colaborarem como o crescimento de suas Ordens.
Sir Robson chama a educação do terceiro milênio de Educação Botânica, que trata o aluno, o discípulo, não como um papagaio repetidor, mas como uma planta que se desenvolve sozinha, necessitando apenas de condições adequadas dos três S: solo, sol e sombra, para fazê-lo.
Nós precisamos deste impacto e desta revolução educacional em nossas Ordens, de forma que valha a pena para cada membro sair de suas casas e ir, com satisfação, até o seu corpo afiliado ou sua Loja certo de que, naquele encontro, crescerá mais um pouco como ser humano e como esoterista.
A alternativa é testemunharmos (e sinceramente, espero estar enganado) o desaparecimento, por completa obsolescência, destas Ordens que foram o reduto de grandes místicos e esoteristas por muitos séculos até hoje.