Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A NECESSIDADE DO BEM


por Mario Sales, FRC.:, C.:R.:+C.:, S.:I.:(membro do CFD) 



O Bem não é uma virtude. O Bem é uma necessidade como elemento de compensação da dualidade natural da existência. Pois a natureza do plano em que vivemos é dual; é sua característica, uma de suas qualidades. É como o raio de luz. Ele atravessa o ar e mergulha na água. E o que ocorre? Refrata, desvia seu curso. E porque isto ocorre? Meios diferentes, diferentes densidades. Cada ambiente tem suas peculiaridades.
O nosso meio, a vida na matéria, como conhecemos, também as tem.
E a principal delas é ser um ambiente polar, dual, onde sempre, todas as coisas se manifestarão com dois aspectos, duas faces. Luz e Sombra, Certo e Errado, Vida e Morte, Guerra e Paz, Bem e Mal. Pratos de uma mesma balança, que precisam ser mantidos em equilíbrio, como a balança de Anúbis, que pesa contra a pena de Maat, a Verdade, o coração daqueles que chegam ao mundo dos mortos. 



O Bem é, portanto, necessário para equilibrar o Mal do Mundo. E nós, seres do Bem, representantes de Deus na Terra, tudo devemos fazer para manter a força deste Bem, não porque sejamos virtuosos ou puros de Coração, mas sim porque é necessário que o façamos.
Com certeza os Agentes do Mal não faltarão aos seus trabalhos, aos seus compromissos, não porque sejam pessoas ruins, mas porque esta é a natureza das coisas e eles são partes desta natureza.
Cumprem um papel neste drama de dois atos, nesta dança permanente, nesta oscilação. Eles tem uma função; nós temos a outra.
Aceitemos a natureza dual da existência e convivamos em paz com ela. Passaremos por diferentes estágios, momentos de prosperidade, momentos de retração, felicidades e tristezas, e é assim que as coisas sempre serão, num mundo entre duas colunas, entre dois pólos, entre dois pontos que se contrapõem e criam a faísca da manifestação do Terceiro Ponto, o ponto da Manifestação.