Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PONTES


Por Mario Sales


Rosacruzes não são oradores. 
Maçons são oradores, aprendem em loja a defender suas posições , com elegância, com respeito ao contraditório. Aprendem a se colocar como líderes sociais.
Rosacruzes não são treinados para serem líderes sociais. 
São mais discretos e se liderarem na sociedade, liderarão com discrição, motivarão os que tem o talento para serem líderes, serão eminências pardas, reservados, cuidadosos.
Na verdade sua influência se dará pela informação fundamentada, pela experimentação de novas possibilidades de lidar com a realidade, pela ciência enfim.
Nós, rosacruzes de AMORC sempre fomos desde Spencer até Ralph, pesquisadores místicos e parapsicológicos.


Gary Stuart não ficou tempo o suficiente para sabermos qual o seu perfil. E nosso querido frater Cristian é um Imperator dedicado a administração e ao ritual. O Ato Científico não parece ser seu foco principal.
É um rosacruz dedicado à Ordem como todos somos, mas seu mister é de outra linha, sua linha de trabalho não é positivista como estávamos habituados. Ele fortaleceu a Ordem Martinista, o que em si foi um trabalho importante, mas deixou um pouco de lado esforços como o do falecido George Buletza que durante anos nos presenteou com pesquisas produzidas nos laboratórios de San José, na Califórnia.
Nesta Rosacruz, experimentalista, verificadora, me afiliei, 37 anos atrás.
Esta me parecia ser nossa função. E agora que a ciência pós quântica dá sinais de uma flexibilidade que Blavatsky não conheceu em seu tempo, agora era a hora de construir pontes com os positivas ortodoxos, encontrar ligações

entre nosso trabalho e o deles, procurar unir nossos conhecimentos de telepatia e telecinese com os neurologistas e neurocientistas em todo mundo; testar nossas terapias médicas em comum com a comunidade médica internacional, medir, averiguar nossos feitos terapêuticos estatisticamente e compará-los com as técnicas ortodoxas.

Nós, místicos modernos, deveríamos estar construindo pontes com a ciência, e não discursos.
Deveríamos estar produzindo conteúdo experimental e não apenas textos, por mais belos que os textos sejam.
Só que, como comentei com Frater Flávio esta semana, parece que isto não é mais o norte da AMORC, e é como se eu falasse no deserto.
Sinto falta da AMORC a qual me afiliei.
Espero sinceramente que seja só um saudosismo infundado.