Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A MINHA ÚLTIMA AULA: A GEMATRIA NA COSMOGENESE DA DOUTRINA SECRETA


por Mario Sales, FRC.:, M.:M.:,S.:I.:





Eu e Flavio atingimos em nosso trabalho de revisão da Doutrina Secreta uma página de profundo hermetismo. Trata-se da 140, da Edição da Doutrina Secreta da Ed.Pensamento, meu volume de 1980. Lá entramos na ESTÂNCIA IV, As Hierarquias Setenárias, que se inicia desta forma:"1....Escutai, ó filhos da Terra. Escutai os vossos instrutores, os Filhos do Fogo(a). Sabei: não há nem primeiro nem último; porque tudo é Um Número que procede do Não-Número(b)." O texto prossegue com uma enorme quantidade de explicações que agora não detalharei.
 É na terceira parte que precisamos do socorro de Mestre Reginaldo, já que tinha tudo a ver com sua especialidade.
 E mais uma vez Suzano buscou o Recife na tentativa de esclarecer o texto abaixo.

"3. Do resplendor da Luz - o Raio das Trevas Eternas - surgem no espaço as Energias despertadas de novo; o Um do Ovo, o Seis e o Cinco (a). Depois o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete, a Soma Total (b).
 E essas são as Essências, as Chamas, os Construtores, os Números (c), os Arûpa, os Rûpa, e a Força ou o Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino emanaram as Formas, as Centelhas, os Animais Sagrados(d) os Mensageiros dos Sagrados Pais dentro do Santo Quatro." Ao final deste parágrafo, embora nenhum dos dois admitisse, tanto eu como Flavio, tenho certeza já estávamos em prantos, desesperados. O texto é de um hermetismo Bohemiano. E aí começam as infindáveis explicações de HPB.
 Na primeira delas estuda a primeira linha (Do resplendor da Luz - o Raio das Trevas Eternas - surgem no espaço as Energias despertadas de novo; o Um do Ovo, o Seis e o Cinco (a)) da seguinte forma:
"A primeira frase entende[-se] com a Ciência Sagrada dos Números; ciência realmente tão sagrada e tão importante que dificilmente se pode dar uma idéia do assunto, mesmo em uma obra extensa como a presente." E continua:"Sobre as Hierarquias e os números exatos daqueles seres, invisíveis para nós (exceto em raríssimas ocasiões), repousa o mistério da estrutura do Universo inteiro."
"Os Kumâras, por exemplo, são chamados os "Quatro", embora em verdade sejam Sete;(??? a interrogação é minha) isto porque Sanaka, Sananda, Sanatana, e Sanatkumara são os principais Vaidhâtra (é o seu nome patronímico) que surgiram do quádruplo mistério(???)"
 Pausa: o que ou quem são os "Kumâras"? E "Sanaka, Sananda, Sanatana e Sanatkumara"?
 Blavatsky ou Morya ou Ku-thu-Mi,nunca se sabe ao certo, falam desses nomes como se esses nomes exóticos explicassem outros nomes exóticos, quando na verdade apenas enlouquecem que os estuda pela segunda ou terceira vez, quando mais na primeira delas. Comecemos pelo termo "Kumaras", que significa "jovens virgens e solteiros". Recorri a um blog teosófico português para desenvolver este tema: http://sebua.blogs.sapo.pt/88822.html
 Kumâras : Jovens virgens ou solteiros. Os primeiros Kumâras foram os sete filhos de Brahmã, nascidos dos membros do deus da chamada nona criação. Diz-se que lhes foi dado tal nome por se terem negado formalmente a "procriar suas espécies". Deste modo permaneceram yogîs, segundo a lenda. [ Kumâra significa, literalmente menino ou adolescente que não passa do quinze anos e, em sentido figurado, equivale a "puro", "inocente".



Os Kumâras (os sete sábios místicos) são deuses solares e também pitris; são os "Filhos do Fogo", porque são os primeiros seres , denominados de "Mentes" na Doutrina Secreta, saídos do Fogo primordial, filhos nascidos da mente de Brahmã-Rudra, ou Shiva, o grande yogi e excelso patrono de todos os yogîs e místicos da India; são os Dhyanis derivados directamente do Princípio supremo, muito imprópria e imprudentemente chamados "Anjos Caídos" pela teologia cristã, um vez que Sanaka, chefe dos Kumaras, é o protótipo de São Miguel e dos demais arcanjos. Nos Puranas, seu número é variável, segundo as exigências da alegoria. Geralmente se diz os "quatro Kumaras" (embora na realidade sejam em número de sete), porque Sanaka, Sananda, Sanatana e Sanatkumara são os principais Vaidhatras (ou "Filhos do Criador"), que surgiram do "mistério quádruplo" (Doutrina Secreta, I, 116).



Nos textos exotéricos mencionam-se quatro e as vezes cinco Kumâras. Três deles, designados respectivamente pelos nomes de Sana, Kapila, e Sanatsujata, são ocultos e esotéricos. Nos ensinamentos exotéricos foram aplicadas as seguintes denominações: Sanaka, Sananda, Sanatana, Sanatkumara, Jata, Vodhu e Panchachikha e também alguns deles são designados por nomes diferentes, tais como Sanandana e Ribbu. Exotericamentte, os Kumâras são a "criação de Rudra ou Nilalohita (uma forma de Shiva) por Brahmã... e de certos outros filhos nascidos da mente de Brahmã", porém, segundo o ensinamentos esotéricos, são os progenitores do homem interior, do verdadeiro Eu espiritual do homem físico, os Prajapatis superiores, enquanto que os os pitris ou Prajapatis inferiores são apenas pais do modelo ou tipo de sua forma física, "feita a sua imagem". Os Kumâras haviam recebido ordem de criar, porém como ascetas virgens que eram, negaram-se a faze-lo, sacrificando-se deste modo em prol da humanidade, para acelerar su evolução; recusaram-se a criar o ser humano material, porém favorecem sempre o desenvolvimento das precepções espirituais superiores e o progresso do homem enterno interior (Doutrina Secreta, I, 495). Esta classe de Dhyan Choans merece atenção especial , porque encerra o mitério da geração e herança a que se alude no Comentário Estancia VII, ao tratar das quatro ordens de seres angélicos. ( Doutrina Secreta)[ in Glossário Teosófico de Helena Blavatsky]
Outro nome que causou espécie foi Patronímico. Na verdade, refere-se ao hábito de aplicar o nome do pai ao nome do filho para que este fosse reconhecido e diferenciado entre homônimos como explica o comentário abaixo, da WiKipedia: " O patronímico (do grego πατρωνυμικός, πατήρ "pai" e ὄνομα, "nome") é um nome ou apelido de família (sobrenome) cuja origem encontra-se no nome do pai ou de um ascendente masculino. O uso do patronímico foi um procedimento muito comum em todas as comunidades humanas para distinguir um indivíduo dentro de seu grupo, no qual havia inúmeras pessoas com o mesmo prenome ("nome de batismo"). Assim, "José o filho de João" ou "Antônio o filho de André". Por economia de palavras, passou-se a usar "José de João" e "Antônio de André" e, muitas vezes, suprimiu-se também a preposição "de". Desta forma se explicam os números sobrenomes cuja origem imediata e evidente é um prenome, como "Anes" ou "Eanes" (filho de João), "Fernandes" (filho de Fernão/Fernando), "Dias" (filho de Diogo), "Rodrigues" (filho de Rui/Rodrigo), "Gonçalves" (filho de Gonçalo), "Tomás", "Caetano", "Jorge", "Simão", etc. De fato, o patronímico, ou seja, o apelido de família cuja origem onomástica é o prenome do pai ou de um ancestral masculino configura o caso mais freqüente na formação dos sobrenomes."Por isso, Vaidâthra é o nome patronímico dos Filhos de Bhraman, ou Bhramã, como escrito no comentário transcrito, já que Vaidhatri já significa "filho do Criador", sendo Vaidhâtra seu plural. Todos estes comentários estão na primeira metade da página 146. Na segunda metade, percebendo a dificuldade que o tem encerra, HPB continua a esmiuçar detalhes da tradição hinduística e vedântica de onde brota o texto da Doutrina Secreta. Descreve o mito de Hiranyagarbha, ou Brahman (Brahmã, em outra grafia) " o primeiro ente masculino formado pela incompreensível Causa sem Efeito, em um "Ovo de Ouro resplandecente como o Sol"; a palavra Hiranyagarbha significa literalmente Matriz de Ouro, ou melhor Matriz Resplandecente, ou Ovo.






Todos na Índia conhecem o conceito da Matriz Resplandecente e muitos místicos hindus demonstram sua capacidade mística materializando Ovos Dourados , Hiranyagarbhas, que representam para seus seguidores que a Matriz está em suas mãos, o que o torna, seja ele quem for, um descendente direto de Bhraman. Blavatsky desce a detalhes: comenta que a noção de Ovo não se coaduna com a noção de Masculino mas cita o Rig Veda para esclarecer:
"AQUILO, o Senhor único de todos os seres...o princípio que anima os deuses e os homens", teve sua origem na Matriz de Ouro, Hiranyagarbha, que é o Ovo do Mundo, a Esfera do nosso Universo. Aquele Ser é - continua ela - seguramente andrógino, e a alegoria de Bhraman separando-se em dois e recriando-se como Viraj em uma das suas metades (a fêmea Vach) é a prova disso." Ela refere-se a outro aspecto da lenda de Bhraman. O fato de ser originalmente composto de uma parte feminina(Vach) e outra masculina(Viraj). E aí começa a parte mais importante deste trecho da revisão, aquela que demandou o auxílio de Reginaldo, a última aula que ele me deu em vida, e que aconteceu na quinta feira a noite, pouco antes do início da reunião de nossa confraria do Vinho, a GOI (Grande Oriente Interior). Fernando mais uma vez havia faltado e eu esperava a chegada de Carlos Yamashita. Neste intervalo coloquei para Reginaldo minhas questões gemátricas. Elas começam na linha seguinte: "O Um do Ovo, o Seis e o Cinco", que Blavatsky traduziu por 1065, onde 0 era "o Ovo", e que ela definiu como "o número do Primogênito (depois o Brahmâ-Prajapati, macho e fêmea). Pausa. A expressão Prajapâti em sânscrito significa "senhor das criaturas, deidade da procriação e protetor da vida", a deidade máxima do panteão hindu. Da mesma maneira , esta deidade multiplica-se em onze outras entidades, onze senhores da criação, os onze primeiros seres criados por Brahma, os quais cuidarão de toda a obra. São eles os Prajapatis: Daksha, Prachetas Pulaha, Bhrigu, Atri, Marichi, Angiras, Pulastya, Kratu, Vaisishtha, Narada.



Em 5 de maio de 1991 Satya Baba materializou um Ovo de Ouro como demonstração de seus poderes sobre a essência da matéria, além de usar um símbolo mítico do Hinduísmo, o Ovo de onde tudo provém.

Continuemos: HPB fala em "O Um do Ovo, o Seis e o Cinco", que traduziu por 1065 , o valor do Primogênito (depois o Brahmâ-Prajapati, macho e fêmea) que corresponde aos números 7, 14 e 21." Pausa. De onde ela tirou esta correlação? Reginaldo estranhou. Voltei a ler o texto e vi que era apenas uma dedução da própria leitura que narrava mais a frente o seguinte: "O Um do Ovo, o Seis e o Cinco"(aqui temos 1+6+5 que dá 12, e não 7; então ela continua " Depois o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete , a Soma Total."Aqui temos 3+1+4+1+5+ (2 x 7) = 14 + (14). Ainda não fazia sentido. Nem eu, nem Reginaldo, entendíamos de onde tinha surgido esta clareza para Blavatsky de uma sequência 7-14-21. (Só agora há pouco, conversando com Flavio é que percebi a vírgula do trecho " o Um do Ovo, o Seis e o Cinco. Depois o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco (,) o duplo Sete, a Soma Total. Portanto, a expressão duplo sete, depois da vírgula, significa a síntese da soma teosófica de 3+1+4+1+5 que dá 14, o duplo sete, que é a Soma Total, como o texto diz.)
Diz ela no último parágrafo da página 143:
"Os Prajapati, tal como os Sephirot, são unicamente Sete, incluindo a Sephira que representa a Tríade de onde eles emanam." Reginaldo então ficou mais animado. O texto tornava-se subitamente cabalistico. Referia-se a aspectos da estrutura da Árvore da Vida, onde uma Tríade Superior (Kether , Hochmah e Binah) representam o além de tudo, o mundo de Deus, enquanto sete sefiroth (plural de sephira) ficam abaixo e iniciam a caminhada para o Mundo da Criação, lá embaixo, chamado Malkut. Apenas para relembrar, as Sefirot emanados são, na sequência: Kether - Coroa, Chokmah - Sabedoria, Binah - Entendimento, (as três superiores); depois Chesed - Misericórdia, Geburah - Julgamento, Tipheret - Beleza, Netzach - Vitória, Hod - Esplendor, Yesod - Fundamento, Malkuth - Reino.
Entramos assim no reino da Cabala e Reginaldo estava mais à vontade do que com aqueles termos hinduístas aos quais eu estava mais acostumado. No texto, no entanto, Blavatsky insistia em explicações baseadas nos Vedas. Diz ela: "Assim, de Hiranyagarbha ou Prajapati, o Trino e Uno, (a Trimurti Védica Primitiva, Agni [o Fogo],Vayu [o Vento], e Sûrya [o Sol]) ( da mesma maneira que a Trindade Cristã, onde se diz que Deus é três em um, Pai, Filho e Espírito Santo) emanam os outros sete ou ainda dez, se separarmos os três primeiros, que são três em um ou um em três." Aí estacamos os dois, eu e Reginaldo. A palavra "separarmos" não fazia sentido no contexto. Deveria ser "acrescentarmos" para que fizesse sentido. Sete mais Três igual a Dez. Relevamos este deslize do tradutor ( Raymundo Mendes Sobral) e seguimos em frente. Continua ela, com as devidas correções: "Assim, de Hiranyagarbha ou Prajapati, o Trino e Uno, (a Trimurti Védica Primitiva, Agni [o Fogo],Vayu [o Vento], e Sûrya [o Sol]) emanam os outros sete ou ainda dez, se separarmos acrescentarmos os três primeiros, que são três em um ou um em três; todos, aliás, compreendidos dentro daquele Um e Supremo "Parama", chamado Ghuya ou "Arcano", e Sarvâtman, a Super Alma.( Esses comentários, falamos então, por sinal, muito eruditos, são terrivelmente redundantes e pouco objetivos). E aí ela concede em didatismo com a frase:"Os Sete Senhores do Ser permanecem ocultos em Sarvâtman como os pensamentos no cérebro". E continua, voltando ao Cabala:"O mesmo sucede com as Sephirot. São sete quando se contam da tríade superior , presidida por Kether, ou dez exotericamente. Eu perguntei a Reginaldo: está correto? Ele comentou que a formação da Árvore tem vários triângulos que se relacionam, mas são três pontas de um triangulo acima (Kether, Hochmah e Binah) e dois triângulos para baixo, não fazendo sentido falar em sete a partir dos três do triangulo superior, mas sim sete excluindo-se as três sephirot superiores. Relevamos mais esta imprecisão do texto e fomos em frente.





















"No Mahabharata", continua o texto, "os Prajapati são em número de 21, ou dez, seis e cinco (10 6 5), três vezes 7".
É verdade. Enquanto originalmente sejam 10 e não sete os Prajapati derivados de Bhraman, no Mahabharata, o poema épico que narra a História da Índia na Era de Ouro, de dez mil versos, fala-se em outro número, 14, e não 21 como vem no texto da Doutrina Secreta. São eles: Daksha, Prachetas, Pulaha, Bhrigu, Atri, Marichi, Angiras, Pulastya, Kratu, Vaisishtha, Prahlada, Kardama, Gautama e Kasyapa (14)
Compare com os anteriores listados: Daksha, Prachetas Pulaha, Bhrigu, Atri, Marichi, Angiras, Pulastya, Kratu, Vaisishtha, Narada.(11) HPB fala em 21. Não conheço as outras sete. Seguimos em frente. Foi então que eu compreendi e dividi com Reginaldo minha compreensão: 1065 são 1+0+6+5= 21 na soma teosófica. Porque nesta soma não são os algarismos que se somam 6+5= 11 +1 =12, mas somam-se as quantidades de modo estranho, então 1+0= 10 (o Um do Ovo), 5+6= 11 então, 10+11= 21, ou 3 x 7. Curioso. No item seguinte, (b), já na página 144, ela vai se deliciar falando do trecho " o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete, a Soma Total" ou duas vezes sete, no total, representam 31415, a Hierarquia Numérica dos Dhyân Cohans de diversas ordens. Pausa. Vejamos os Dhyans Cohans. " Dhyan-Chohans (do sânscrito, dhyani, contemplação; e do tibetano, chohan, senhor) é uma expressão usada na Teosofia para designar uma hierarquia de seres divinos. Os Dhyan-Chohans incluem desde seres espirituais de classes mais altas, com auto-consciência, que são os arquitetos do Universo, descendo até seres com semi-consciência que seguem a ideação transmitida a eles pelo espírito cósmico. Segundo a Teosofia, os Dhyan-Chohans são, em certo sentido, os próprios homens, pois foram eles que forneceram a Mônada, a Essência divina do Homem.
Há sete classes de Dhyan-Chohans, associados aos sete planetas sagrados do nosso sistema solar." Esta última frase, sete planetas sagrados, não se refere verdadeiramente a sete planetas, mas a sete astros, entre eles um satélite natural da Terra, a Lua , e a uma Estrela de 5a grandeza, que mantém nosso sistema, o Sol. Os outros, verdadeiros planetas, são Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Esta classificação é oriunda do século XVIII, onde informações astronômicas eram poucas e predominava a visão astrológica das coisas do céu e dos astros, sidera em latim, portanto coisas siderais.
Feita esta digressão, continuemos o texto. Ela fala agora do número 31415, dizendo que não importa em que direção se faça a soma sempre o valor será 14. Depois comenta que é o número do círculo já que representa o misterioso número Pi, razão entre a circunferência do círculo e seu diâmetro. E aí chegamos a palavra hebraica grafada estranhamente no texto como ALHIM. Com o auxílio de Reginaldo, entendo que ALHIM é uma outra forma de escrever ELOHIM. A referencia de Blavatsky é um erudito chamado Ralston Skinner, autor de A Fonte das Medidas (The Source of Measures). É ele que faz a análise gematrica da palavra, lendo a palavra ALHIM com seus valores numéricos, gemátricos, omitindo os zeros, e que Reginaldo comenta. Assim: aleph (a) é 1 ; lamed (l) é 3 (30); Mem (m) e não (h) como se vê no texto, que vale 40 e não 5 como está descrito, sem o zero, 4. Este detalhe, meu querido mestre não viu. Eu mesmo só percebi agora. Seguimos interpretando o texto como se o texto estivesse correto. Depois Iod, que vale 10, sem o zero 1, e finalmente Pei, que vem denominado como correspondente a letra M e na verdade corresponde a letra P, valendo gematricamente 80 e não 4 (40) que seria o valor correto da letra Mem, essa sim correspondente a M. Nada disso percebemos naquela noite. Depois Carlos chegou e a conversa enveredou por outras coisas. Jamais podia supor que seria nosso último estudo juntos. A última aula. É a vida.