Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

OS PROBLEMAS OPERACIONAIS DE TORNAR A AURA VISÍVEL PARA PESSOAS NÃO VIDENTES.

Por Mario Sales, FRC.:S.:I.:,M.:M.:



Seguindo a sugestão da minha esposa, que é do signo de Virgem como eu, e por isso muito organizada, vou tentar colocar no papel uma lista de questões levantadas por interlocutores, entre artistas que trabalham com ótica e um físico rosacruz, que debateu comigo este assunto. Alguns anos atrás fui tomado pela idéia de tentar entender porque não é possível conseguir uma tecnologia capaz de permitir o acesso a imagem da Aura Humana da mesma maneira que o Raio X ou a ressonância magnética nos dão acesso a imagens tão interessantes do interior do corpo humano. É importante antes de tudo ressaltar que este debate está contaminado na sua objetividade por uma série de preconceitos, tanto do ponto de vista religioso quanto do ponto de vista científico ortodoxo. Místicos e videntes acreditam que a manifestação da aura é uma manifestação equivalente aquela do espírito e que, portanto, não há como se falar em tornar esta percepção tecnologicamente disponível a todos. Já no campo da ciência não há nenhum interesse em se estudar um fenômeno que é atribuído a superstição e à crendices, e que carece de demonstração.
Particularmente não considero nenhum dos lados correto. Lembro que, antes da era microbiológica, falar-se em seres invisíveis que traziam doenças era motivo de riso tanto para cultos como para céticos. Bastou o surgimento do microscópio para que todo um universo aparecesse diante de nossos olhos e a medicina nunca mais fosse a mesma. Os risos desapareceram em lábios constrangidos. A microscopia eletrônica, da mesma maneira, acentuou a percepção e visualização de um campo absolutamente inalcançável pelos nossos sentidos naturais.


Na história dos telescópios foi a mesma coisa, com um grau de drama menor. Conheciam-se as lunetas de há muito, enobrecidas que foram por Galileu Galilei, e seu uso em batalhas e na navegação transformou-as em objetos de uso cotidiano. Melhorar as lentes e a captação das imagens foi uma mera questão de aperfeiçoamento da idéia básica, mas esta já estava consolidada.
Minha opinião é de que a Aura Humana é um fenômeno tão natural quanto uma bactéria e sua visualização só não é possível porque nos falta a tecnologia adequada. Ao longo de minhas sondagens para entender os obstáculos a esta realização colhi alguns pontos de vista interessantes e que quero registrar organizadamente.
Acredito que a primeira grande questão, a qual afasta os grandes cientistas da questão, é aceitar a existência da Aura Humana.
Isto não é de forma alguma consenso no ambiente científico. Todas as abordagens de visualização da aura (o sistema Kirlian, por exemplo) foram consideradas ou toscas demais para serem consideradas sérias ou imprecisas demais para serem valorizadas.
Sabemos com certeza em ciência aquilo que podemos medir, e por enquanto, não podemos ainda nem ver a aura de maneira convincente e reprodutível, quanto mais medi-la como fenômeno. Daí não existir interesse, por enquanto, do meio científico ortodoxo.
O segundo grande obstáculo é como classificarmos o fenômeno da Aura. Trata-se de um fenômeno luminoso com partículas fotônicas como qualquer emissão luminosa, de baixíssima intensidade, ou não se trata de luz propriamente dita, mas um fenômeno de manifestação exclusivamente psíquica?
Existem controvérsias.
Se for um fenômeno luminoso a emissão da Aura pode ser detectada por um aparelho sensível o bastantes para isso, como os telescópios óticos que usamos fora da atmosfera terrestre.
Se não for, e isto é o que a maioria das pessoas com quem converso acha, trata-se de um fenômeno que ocorre em outra dimensão e portanto não haveria possibilidade de captarmos com aparelhos esta emissão.
E isto é um problema.
Se a última hipótese for a correta, devo encerrar meus esforços por aqui e esquecer tudo isso; mas se não for assim (o que espero), trata-se apenas de intensificar o sinal luminoso e amplificá-lo, como amplificamos a luz com óculos de visão noturna, e torná-lo perceptível a olhos despreparados.


Na visão noturna podemos usar duas estratégias:
• Otimização da imagem: funciona através da coleta das minúsculas porções de luz, incluindo a porção inferior do espectro luminoso infravermelho que está presente, mas é imperceptível para nossos olhos. Amplificando-a, podemos facilmente observar a imagem.
• Imagem térmica: esta tecnologia opera por meio da captura da porção superior do espectro luminoso infravermelho, emitido na forma de calor pelos objetos e não simplesmente refletido como luz. Objetos mais quentes, como corpos aquecidos, emitem essa luz com mais intensidade do que árvores ou edifícios, por exemplo
Que eu saiba, a Aura não emite calor. Portanto a estratégia de tentar captar emissões térmicas para vê-la está descartada.
Por outro lado, não sabemos ao certo qual a freqüência de emissão da luminosidade da Aura, se é que ela possui alguma. Por isso não podemos falar em captar emissões do espectro infravermelho ou outro qualquer.
É interessante aqui lembrar que existem outras freqüências do espectro que só recentemente passaram a ser detectadas por telescópios, como os raios gama e os raios X.

A LUZ

Para ilustrar o problema da emissão de luz, copiei esta explicação do site http://eletronicos.hsw.uol.com.br/visao-noturna2.htm :
“Os princípios básicos
Para entender a visão noturna, é importante compreender um pouco sobre a luz. A quantidade de energia de uma onda luminosa está relacionada ao seu comprimento de onda (comprimentos de onda mais curtos possuem maior energia). Na luz visível, o violeta possui mais energia e o vermelho possui menos. Próximo do espectro da luz visível se encontra o espectro infravermelho.



A luz infravermelha constitui uma pequena parte do espectro luminoso
A luz infravermelha pode ser dividida em três categorias:
• infravermelho próximo (IV próximo): mais próximo da luz visível, o IV próximo possui comprimentos de onda que alcançam de 0,7 a 1,3 mícrons ou de 700 a 1.300 bilionésimos de metro;
• infravermelho médio (IV médio): o IV médio possui comprimentos de onda que vão de 1,3 a 3 mícrons. Tanto o IV próximo quanto o IV médio são usados por uma variedade de dispositivos eletrônicos, incluindo os controles remotos;
• infravermelho térmico (IV térmico): ocupando a maior parte do espectro infravermelho, o IV térmico possui comprimentos de onda na faixa de 3 até mais de 30 mícrons.
A diferença fundamental entre o IV térmico e os outros dois é que o IV térmico é emitido por um objeto em vez de ser refletido por ele. A luz infravermelha é emitida por um objeto devido ao que acontece no nível atômico.


Átomos
Os átomos estão em constante movimento. Eles vibram, movimentam-se e giram de forma contínua. Até os átomos que formam as cadeiras em que estamos sentados estão se movimentando. Os sólidos, na verdade, estão em movimento! Os átomos podem estar em diferentes estados de excitação. Em outras palavras, eles têm energias diferentes. Se aplicarmos muita energia a um átomo, ele poderá deixar o que é chamado de nível de energia do estado fundamental e se mover para um nível excitado. O nível de excitação depende da quantidade de energia aplicada ao átomo por meio de calor, luz ou eletricidade.
Um átomo consiste em um núcleo (que contém os prótons e os nêutrons) e uma nuvem de elétrons. Pense nessa nuvem de elétrons como se estivessem em volta do núcleo em órbitas diferentes. Apesar das visões mais modernas do átomo não ilustrarem as órbitas distintas dos elétrons, pode ser útil pensar nessas órbitas como os diferentes níveis de energia do átomo. Ou seja, se aplicarmos uma quantidade de calor a um átomo, podemos esperar que alguns dos elétrons nos orbitais de menor energia transportem-se para orbitais de maior energia mais distantes do núcleo.

Um átomo possui um núcleo e uma nuvem de elétrons em volta. Assim que um elétron se move para um orbital de maior energia, pode ser que ele queira voltar para o estado fundamental. Quando isso acontece, ele libera essa energia como um fóton, que é uma partícula de luz. É possível ver átomos liberando energia em forma de fótons o tempo todo. Por exemplo, quando a resistência de uma torradeira fica vermelha. Essa cor é causada por átomos que, excitados pelo calor, liberam fótons vermelhos. Um elétron excitado possui mais energia do que um elétron não-excitado e, assim que o elétron absorve uma quantidade de energia para atingir o nível excitado, ele pode liberá-la para retornar ao estado fundamental. A energia emitida está na forma de fótons (energia luminosa). O fóton emitido tem um comprimento de onda (cor) muito específico, que depende do estado da energia do elétron quando o fóton é liberado.
Qualquer ser vivo usa energia, da mesma forma que muitas coisas inanimadas, como motores e foguetes. O consumo de energia gera calor. O calor, por sua vez, faz com que os átomos de um objeto liberem fótons no espectro infravermelho térmico. Quanto mais quente o objeto, menor o comprimento de onda do fóton infravermelho que ele libera. Um objeto que esteja muito quente irá começar a emitir fótons no espectro visível, com um brilho vermelho que muda para o laranja, amarelo, azul e até mesmo branco. Não deixe de ler Como funcionam as lâmpadas, Como funciona o laser e Como funciona a luz para informações mais detalhadas sobre a emissão de luz e fótons.
Na visão noturna, a geração de imagens térmicas aproveita essa emissão infravermelha. .”
Ora , lendo este trecho eu me lembrei dos relatos sobre a aura que escutei ao longo de toda uma vida mergulhado no meio místico. “O fóton emitido tem um comprimento de onda (cor) muito específico, que depende do estado da energia do elétron quando o fóton é liberado.” É sabido que a aura muda de cor. Ora está azulada, ora amarelada, ora vermelha viva.
Em um esforço para tentar fazer com que outros entendessem o que testemunhava um antigo e importante vidente do século XIX, C.Leadbeater publicou em um livro chamado “O Homem Invisível” uma série de pranchas coloridas com desenhos seus que tentavam captar os acontecimentos que ele visualizava e as alterações de forma e cor das auras que via.

C.W.Leadbeater

Havia cor ali.
Não pude evitar supor, ao ler estes relatos, que se tratava de comprimentos de onda diferentes. Portanto manifestações fotônicas.
Daí minha impressão ao longo destes anos, de que a Aura demanda apenas uma tecnologia de intensificação do sinal luminoso, e nada mais, para desespero de amigos meus espiritualistas radicais e obsessivos, que supõem ter reserva de mercado sobre a natureza.
Parece estranha esta resistência a investigar este campo, tanto do lado daqueles que não desejam que não iniciados tenham acesso a aura, quanto por cientistas que se recusam a trabalhar o tema por acharem que trata-se apenas de uma superstição vazia.
Só que este tipo de resistência ao novo não é original. Relatos históricos dão conta que a cada passo da astronomia em direção à compreensão da posição real da Terra em relação ao Universo, havia um contra reação da Igreja preocupada com uma possível desdivinização da Criação.
Acredito que o mesmo esteja ocorrendo aqui.
Talvez, de todas as pessoas com quem discuti o assunto, eu tenha enfrentado a resistência mais feroz, quanto a tocar em frente esta mera análise de mérito que empreendo, de um físico que é rosacruz, se bem que não posso dizer que seja um físico rosacruz.
Nele estas duas coisas estão tão afastadas que lhe é difícil ver qualquer possibilidade de sucesso na empreitada.
Lembro-me que ele dizia veementemente em seus emails que não se tratava de uma questão de ótica sem que, no entanto, me desse qualquer idéia do que então seria a natureza do fenômeno.
Existe um pudor excessivo a discutir o assunto, quanto mais a ter sobre ele um debate civilizado.
Na lista das coisas que eram impossíveis, quero acrescentar a cirurgia cardíaca. Até bem pouco tempo, o coração não podia ser tocado.
Hoje as cirurgias cardíacas 
são, não só rotineiras, mas absolutamente seguras em mãos treinadas.
Por isso, continuarei a fazer perguntas impertinentes, do tipo, se não é possível, porque não é possível ver a aura, como em um negatoscópio.
Quem quiser me ajudar nesta empreitada, por favor, mande-me suas sugestões.