Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CORRENTES: CAPÍTULO 4: LIVRE ARBÍTRIO

Bernardo: Eu queria agora, Comenius, que você aprofundasse esta questão do livre arbítrio, que me pareceu, embora polemica, extremamente interessante.


Gostaria mesmo que você expandisse o assunto e me mostrasse sua visão do conceito de Vontade no Homem como meio para que ele busque a sua salvação ou danação.


Comenius: Veja, a filosofia diz, e o misticismo a acompanha, que o que move o homem em direção a Deus é a Vontade. Pela Vontade , o homem expressa seu livre arbítrio (dito de outra forma, seu arbítrio livre). Pense comigo , por alguns instantes, sobre se este arbítrio é realmente livre.


Bernardo: Você então insiste que o homem não é livre para decidir seu destino?


Comenius: Na minha opinião, totalmente não. Creio no arbítrio, mas não que ele seja livre.


O que podemos fazer são escolhas pontuais, mas já sob a determinação de uma série de questões psicológicas, biológicas e físicas, bem como sociais e espirituais.


Bernardo: Você não gostaria de se estender um pouco neste tópico?


Comenius: Com prazer. Façamos primeiro um retrospecto desta noção para não falarmos de forma leviana de um assunto tão delicado.


Talvez os personagens mais conhecidos na discussão deste assunto tenham sido Santo Agostinho e Pelágio.


Aurélio Agostinho (354-430 d.C.), foi por nove anos maniqueísta , tornou-se cristão em 386 d.C., sendo batizado em 387 d.C. por Ambrósio, em Milão. Em 391 d.C. foi ordenado ao sacerdócio e quatro anos mais tarde tornou-se bispo coadjutor de Hipona. Com a morte do bispo Valério, Agostinho tornou-se bispo de Hipona.


Livre Arbítrio E Predestinação


Embora o Tema Livre Arbítrio e Predestinação fosse anterior a Agostinho, é a ele que se deve a sistematização da questão. Em 409 d.C , Pelágio , monge britânico, apareceu em Roma. Pelágio refutou as doutrinas de Agostinho por volta do ano 400 d.C., com um comentário sobre as cartas de São Paulo.


Dizia Pelágio: “se eu devo, eu posso”, o que quer dizer que a Vontade humana é fundamental para a salvação.


Ele chamava a isto Monergismo Humano.


Vejamos , por exemplo, as posições de Agostinho e Pelágio acerca do livre arbítrio.




Já Agostinho acreditava ao contrário de Pelágio, que só teria a Graça quem a recebesse de Deus por Sua Sábia decisão, independente do que a pessoa pudesse ter feito em vida.


Ele não podia suportar a idéia de que Deus fosse a causa do pecado e defendia que Deus não nos induz a cometer o mal, mas nos dá a liberdade para escolher ou o bem ou o mal.


Dizia ele também que esta liberdade era a razão do pecado pois não havia mal nas coisas em si mas na forma como o homem as administrava.


Ouçamos as palavras de Agostinho:


“1. De coisas idênticas pode uma pessoa usar mal, e outra bem: a que usa mal, está presa às mesmas coisas pelo amor [desordenado], e nelas se embaraça, submetendo-se àquilo que lhe devia estar submetido (…); a que usa retamente das coisas, mostra na verdade, que estas são boas (…), não estando a elas presas pelo amor, nem fazendo dessas realidades como que membros do seu espírito, como acontece no amor (…), mas elevando-se acima dessas coisas, está pronta não só a possuí-las e dirigi-las, como também a perdê-las e não as possuir. Sendo assim, achas por ventura que a prata e ouro devem ser incriminados por causa dos avaros, ou os alimentos por causa dos glutões, ou o vinho por causa dos ébrios, ou as formas femininas por causa dos prostibulários e adúlteros, e assim, outras coisas? Isto, pois, considera, sobretudo ao veres o médico que usa bem do fogo, e o envenenador que usa criminosamente de um pedaço de pão. (De libero arbitrio., lb.I , cap 15, n.33)


2. Ora, quando Deus pune quem peca, que outra coisa parece Ele dizer, senão isto: por que é que não usaste da vontade livre para o fim que Eu te dei, isto é, para proceder honestamente? (…) Com efeito, se o homem não dispusesse de vontade livre, tanto seria injusto o castigo como o prêmio. (De libero arbitrio., lb. II , cap. 1, n. 3)


Pelágio, por sua vez, achava que a alma era absolutamente inocente, livre de pecado original, e era, além disso, totalmente capaz de distinguir entre o bem e o mal através da sua Vontade.






Para ele era a Vontade humana que levaria o homem em direção a salvação, e não a Graça como queria a Igreja e Agostinho.


Criou um movimento: o pelagianismo.


Meu caro amigo Bernardo: sejamos adeptos do monergismo ou do sinergismo , agostinianos ou pelagianos, estamos partindo da avaliação do homem como uma energia Independente e Separada de Deus na construção de seu Destino na Terra.


No Monergismo, ele é escravo da Vontade de um Deus Supremo que decidirá sua salvação ou danação à distância; no Monergismo Humano, ele será capaz de pela vontade pessoal alcançar a Graça; e no Sinergismo, Deus e o Homem são elementos também separados, que trabalham, digamos assim, “ombro a ombro”, na construção do Universo, mas ainda assim são entidades independentes.


Ora, para o místico Panteísta, não existe um Deus pessoal , não existe criador e criatura, mas apenas Deus, manifesto no Universo através de nós, seres vivos, humanos e não humanos.


Esta é a chave para a compreensão dos atributos mais complexos e impressionantes da divindade: sua onisciência e sua onipresença.


Deus e nós somos um. E quando eu digo nós quero dizer todos nós. Não há separação.


Diz Swami Vivekananda : "a mente é parte integrante da natureza, a qual está vinculada à lei de causalidade. Porque a mente está vinculada a uma lei, ela não pode ser livre. A lei de causalidade como aplicada à mente é chamada karma."


Vontade e Liberdade


A Vontade surgiu na filosofia como a Força que caracterizou nossa Libertação das superstições que insistiam em nos convencer sermos vítimas de influências sobrenaturais.


Pela sua Vontade o ser humano manifestou sua opinião no cenário cósmico e passou a ter voz ativa no drama da sua encarnação.


Esta libertação do jugo de forças que estavam para além de nossa compreensão, divinas ou demoníacas, foi psicologicamente extremamente positivo na construção de nossa cultura, a cultura humana.


Meu receio, entretanto, é que tenhamos jogado fora a criança junto com a água da bacia. Recusando a crença em forças além de nossa compreensão, fomos para o pólo contrário aonde não cremos em nenhuma força consciente superior a nossa vontade.


Ao que parece, para o homem esclarecido, por que aqui estou discutindo o ponto de vista de uma pessoa culta, e não de um fanático, a noção de força consciente superior é apenas mais uma fantasia e nada, absolutamente nada, está além ou acima do ser humano.


Eu sinceramente não penso assim. E curiosamente comecei a pensar nisso lendo os escritos de um pensador ateu, Friedrich Nietzsche.


Afirma ele, em determinada altura de sua obra, que tudo são necessidades.


Não posso negar a força desta afirmação. Esta é a frase de um homem de ciência que sabe a enorme quantidade de energias acima de nosso controle, não superiores ou exteriores a nós, mas inferiores e interiores a nós.


Eu falo de todo nosso sistema endócrino e nossa bioquímica, que determina nossa sexualidade, nosso metabolismo, nosso bem estar ou mal estar, físico e espiritual.


Sobre essas forças , não há discussão. Filósofos, místicos e cientistas reconhecem sua realidade. Sabem da importância de serem mantidas sob equilíbrio e sabem que isto na maioria das vezes, independe de nossa simples vontade.


Diabetes, hipotiroidismo, o câncer e a própria obesidade podem ser apenas conseqüências da herança genética.


Recebemos um corpo quando vimos a este mundo, e com ele uma herança biológica , composta de programações bioquímicas que, eventualmente, manifestarão sua presença.


O que podem fazer médicos e geneticistas, neste momento da ciência? Constatar a existência destas tendências e aguardar, em alguns casos, que venham a se manifestar.


São ou não são forças ,hoje , além de nosso controle? Sim, poderemos no futuro controlá-las, mas no momento, temos sobre nossas cabeças a herança patológica dos corpos que recebemos, e da qual na maioria dos casos não podemos nos desfazer.


Um crítico do que eu digo poderá argumentar que aqui não se tratam de forças sobrenaturais mas apenas naturais.


O problema, entretanto, não é este. O que eu discuto aqui é se existem ou não forças poderosas conscientes superiores a nossa Vontade. Sim , existem, porque a biologia tem a sua própria consciência, e com sua existência contraria a noção falsa de que quanto ao espírito, nada temos a considerar no corpo, mas discutir somente e tão somente as coisas do espírito.


E apenas para registro, gostaria de dizer que , como místico, também não creio em forças sobre-naturais. Para mim todas as forças do Universo são naturais.


Galileu, Darwin e Freud, cada um ao seu modo, destronaram uma parte do orgulho humano: percebemos que a Terra não era o centro do Universo, nem o homem era diferente das outras espécies animais, e que, por último, o indivíduo não era plenamente consciente das causas psicológicas de suas atitudes.


Agora, a neuroquímica tirou de nossas mãos nossas últimas ilusões: a de que nossa alegria e tristeza, nossa gana de viver, enfim nossa “força de vontade”, nada tivessem a ver com nossa bioquímica e com a quantidade de serotonina em nosso cérebro, mas que fosse conseqüência apenas de nosso caráter.


Ainda existe uma certa resistência quanto a admitir isto, mas não se pode negar que grande número de pessoas em nossa sociedade não possuem capacidade para a fé e o sucesso espiritual por razões eminentemente físicas.


Eu assisti muitas pessoas devastadas pela depressão, e que submetidas ao tratamento adequado recuperaram seu equilíbrio, e que declaravam coisas como: “Era como se um ser sombrio tivesse se apossado de mim e com o remédio foi exorcizado.”


Não admira que nas trevas da Idade Média a turba acreditasse em possessões demoníacas e coisas do gênero.


A ignorância é a mãe da lenda e o conhecimento o pai da ciência.


Duas Objeções quanto a Liberdade da Vontade


Então lembrei de Nietzsche e pensei: muitas são as determinantes que precisamos considerar que geram comportamentos psicológicos ligados a um contexto bioquímico. E pensei: como então acreditar que nosso arbítrio é livre? Se não diagnosticarmos e tratarmos estas deficiências químicas, como podemos esperar destas pessoas um comportamento igual àqueles que não padecem do mesmo mal?


Esta foi minha primeira objeção.


E veja, estou trabalhando baseado em conhecimentos que Pelágio ou Agostinho não possuíam e que não poderiam por isto considerar.


Se bem que em sua época existiam loucos, ou retardados, mas eram considerados exceções que não deveriam ser considerados na conta final sem que isto prejudicasse a aparente harmonia da sua filosofia.


Eu quero chamar estes seres para a cena, esses ditos limitados mentais, muitos dos quais , graças a medicina moderna, deixaram de sê-lo.


Para Agostinho e Pelágio, a discussão é se a nossa Vontade interfere ou não em nossa salvação.


Para mim , a questão é se a saúde física e mental interfere na existência desta tal Força da Vontade.


Essa foi a minha segunda objeção à chamada Liberdade da Vontade.


Para eles o que importava era o Espírito. Para mim, o Corpo também precisa ser considerado.


Pois não existe Espírito sem Corpo a ser considerado na avaliação da Vida do Homem na Terra.


Fora do corpo, só sei das coisas que creio, mas enquanto no corpo tenho que considerá-lo.


Tudo que discuto sobre espiritualidade, discuto acerca de pessoas vivas e que estão em um corpo físico. Tal corpo deve ser desconsiderado na discussão da elevação espiritual?


O corpo sempre foi pensado como o terreno da perdição, da sexualidade, como a oposição da luz e um projeto do Diabo.


Não participarei desta discussão mesquinha, mas peço sua atenção para outras partes do corpo: os sistemas nervoso e endócrino.


Nossa ignorância sobre estes sistemas só recentemente começou a mudar, talvez nos últimos cem anos, e considerando toda a história de nossa raça, toda esta informação acabou de acontecer.


Precisamos nos adaptar a estes novos fatos, a estes novos dados.


Quando formos discutir a liberdade de escolha do Homem, temos que especificar que trabalharemos com uma população homogênea quanto a sua saúde mental e física, que essas pessoas não serão portadores de Doença de Alzheimer, síndrome de Down, nem de quadros de Depressão Grave; seus hormônios devem estar balanceados e sua herança genética , seus antepassados, não serão esquizofrênicos, alcoólatras, assassinos, drogados, etc.


Se formos discutir liberdade, devemos discutir entre pessoas previamente livres, não no sentido judicial, ou sócio econômico, como no pensamento marxista, mas livres do ponto de vista médico, tanto quanto ao seu perfil genético quanto, principalmente, neuropsiquiátrico.


A pobreza intensa, a miséria importante, a fome que destrói as esperanças e o futuro de tantos, deverão também ser considerados, porém, mesmo que já existam condições materiais financeiras favoráveis, se não houver saúde física e principalmente neurológica e mental adequadas estaremos construindo em terreno movediço, apenas castelos de areia.


É possível e plausível que bons genes sejam capazes de superar a pobreza e a miséria, mas a riqueza mais exuberante não tem força suficiente para superar uma genética ruim e uma saúde, principalmente mental, fraca e desvalida.
Repito: fundamental para o sucesso espiritual é a saúde mental, aquela que é determinada pelo tipo de herança neurológica que a pessoa recebe ao chegar à existência.


Se, entretanto, quisermos que todos sejam incluídos na nossa análise e se discutirmos liberdade de arbítrio considerando a Humanidade como um todo, sem exceções, pela existência de pessoas nas condições acima descritas, (incapazes de fazer escolhas e mesmo assim parte da humanidade) não poderemos mais falar em liberdade de arbítrio sem cair no ridículo e na mentira.


Liberdade não é apenas estar em pleno gozo da capacidade de ir e vir. É também ter um sistema neurológico íntegro que nos permita discernir de onde estamos vindo, para onde estamos indo e onde estamos. Para isto é preciso sensibilidade e um cérebro competente e capaz de recolher e organizar as informações do mundo a nossa volta.


Toda liberdade tem um preço. E embora todos queiramos ser livres, nenhum de nós o é por completo.


E nossas pequenas ou grandes prisões podem ser absolutamente invisíveis aos olhos de outros porque as barras que nos cercam e oprimem podem estar dentro de nós, lá onde travamos as mais furiosas, sangrentas e silenciosas batalhas.


Estamos presos aos nossos valores, as nossas compreensões de mundo. Fazemos, apenas e tão somente, as coisas que achamos serem verdadeiramente corretas.


Porque a Vida vale tanto para nós?


Por que não matamos quem quisermos já que somos livres? O que nos impede, como indaga Hanna Arendt?


Sim, existe a força policial, a justiça, etc.




Pensemos, entretanto, que eu soubesse de antemão que por uma falha do sistema, meu crime não pudesse ser descoberto, e que eu não seria punido pelos homens pelo que fiz, e mesmo assim, certo da minha impunidade, eu não conseguisse levar tal plano macabro à frente, o que teria me impedido de fazê-lo?

Provavelmente minha consciência, tão somente meus valores morais e minha noção de certo e de errado.


Estes valores, esta consciência, inibem-me e determinam as coisas que eu tenho que fazer da mesma maneira que determina aquelas que nunca farei, por ter atingido este grau de compreensão em que me encontro.


Curiosamente, o que mais exemplifica minha evolução moral não são as coisas que sou capaz de fazer com minha liberdade, mas sim aquelas das quais voluntariamente abro mão.


Liberdade não é apenas ser capaz de fazer as coisas que quero, independente da vontade de outros; é, acima de tudo, poder não fazer as coisas que todos podem, apenas porque não queremos, para não abrirmos mão do nosso direito de dizer não a certas práticas que a sociedade considera absolutamente normais.


É o que podemos chamar de Liberdade Negativa, aquela que é guiada por uma consciência refinada.


Livre é aquele que pode , se quiser, dizer sim ou não, e não apenas sim.


A liberdade total não existe no corpo


O Espírito pode ser totalmente livre sim, mas fora do corpo.


Enquanto no corpo, mal ou bem, menos ou mais intensamente, ele terá, mesmo que apenas por conta de sua consciência, de se sujeitar às limitações deste corpo, um corpo em relação com o meio à sua volta, e administrá-las de forma a levar em frente suas obrigações kármicas. Concordo assim com o pensamento de Spinoza e outros que viam no “livre arbítrio” uma falácia filosófica, conseqüência de um exercício filosófico em si mesmo aprisionado (e não livre), aos cânones de uma religião e de uma mitologia religiosa determinada.


Tudo isto considerado, resta ao espírito submeter-se ao corpo?


Não, “cabe a cada indivíduo decidir o que fazer com o tempo e as condições que lhe foram dadas”, porém tal administração de nosso tempo e espaço é pontual, limitada, e atrelada a uma situação construída previamente.


Tais escolhas, para serem sensatas, não devem ser feitas negando que existam certas condições determinadas a serem consideradas no balanço final.


Repito: a ignorância é a mãe da lenda, mas o conhecimento é o pai da ciência. E quanto mais informação o homem espiritual tiver de seu corpo, templo de sua alma, veículo pelo qual ele se expressa neste Maya , mais adequada será sua expressão.


Penso que a vida segue um fluxo de prosperidade e crescimento, que sai do criador e retorna para ele, como uma corrente circular. Nós estamos neste fluxo, mas , vez por outra, saímos dele por causa de alguma turbulência ou perda temporária de orientação e harmonia com o fluxo.


Nestes instantes, esforçamo-nos , solitários, assustados, para retornar a corrente, ao nosso bando que migra, como aves em revoada, para terras mais quentes, fugindo do frio do inverno.


Nossa alegria só se restabelece quando retornamos ao fluxo e seguimos acompanhando nossa egrégora.


Talvez estes sejam os momentos de escolha, instantes em que a harmonia é temporariamente desfeita para se realinhar em uma harmonia melhor que a anterior, mais perfeita.


Assim, de desarmonização em desarmonização, seguida de sucessivas rearmonizações, o Universo vai estudando novas formas de combinações.


Saímos e voltamos para a corrente, mas a corrente é nossa vida, destino e missão e não há sentido para nós , na existência, fora desta corrente, mesmo que , de tempos a tempos, percamos contato.


A corrente é a constante. Para fazer parte dela precisamos de asas para voar junto com outros pássaros como nós.


O espírito é uma asa; o corpo é a outra.


Negar as constantes da equação é o mesmo que trabalhar apenas com variáveis, sem um elemento estável em torno do qual devamos nos concentrar.


É o caminho do erro.


A Verdade meu caro Bernardo, para encerrar, sempre estará entre as colunas, e não na coluna da direita ou da esquerda.


Até hoje os espiritualistas deram atenção demais a apenas uma das colunas.


Ambas devem ser consideradas quando pensarmos e agirmos na Vida Material.


Bernardo: Sábias palavras, Comenius, verdadeiras e sábias.