Multi pertransibunt et augebitur scientia (Muitos passarão, e o conhecimento aumentará).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

CONVERSANDO COM FRATER FRANCISCO, SOROR MONICA E QUEM MAIS QUEIRA CONVERSAR



OS PROBLEMAS METODOLÓGICOS DE SE TRANSMITIR O CONHECIMENTO E A TRADIÇÃO





Fr. Francisco 30 de janeiro de 2013 18:17


Prezados Frater Mario e Soror Mônica: Saudações Rosacruzes! Infelizmente há sim muitos e muitos membros que desconhecem nossa cultura, tradição e história. Há ainda aqueles que fazem uma "salada russa" com ensinamentos os mais diversos e que, de cultura rosacruz, nada possuem... Muitos serão chamados e poucos escolhidos???? Dá para monitorar a vontade de estudar de aprender, de ler, de refletir sobre os ensinamentos rosacruzes? Falo aqui de vontade! As vezes vejo membros falando certas coisas e me pergunto: o que ele(ela) faz aqui????!!!! Desculpem se soou arrogante, mas a idéia não é essa. Tenho visto muito pouco interesse em aprender, em estudar e praticar em casa(na vida) e mais ainda nos templos. Volto para a pergunta dá para monitorar isso? Uma vez um mestre (já falecido) do Capítulo Rosacruz São José me disse "ficamos anos e anos acumulando monografias num baú, um dia olhamos para aquele baú, acordamos e nos damos conta do tesouro imensurável à nossa frente e tentamos recuperar o tempo perdido". Realmente não sei se monitorar o aprendizado intelectual dos membros é a resposta. As ferramentas estão aí, nas mãos dos membros, basta ter vontade de usar, cada qual é responsável pelo seu desenvolvimento. A soror Mônica tão bem lembrou que temos fases em que "damos um tempo" e considero isso.
Nossa senda é muito solitária neste aspecto e creio que assim deva ser. Precisamos lutar contra nós mesmos, ultrapassar barreiras, sair da inércia... Mas não sermos monitorados como em uma escola. Concordo em certos aspectos que há sim muita coisa a ser melhorada na AMORC, mas descordo de muitas colocações que se faz neste canal, onde, dentro de seu direito, alguns membros falam coisas a respeito da AMORC que simplesmente desconhecem. Seria interessante, antes de falar, frequentar organismos por alguns anos, visitar organismos e melhor ainda, visitar a Grande Loja em Curitiba e conversar com seus funcionários, marcar entrevista com o Grande Mestre e conversar...creio que várias opiniões mudariam... Um fraterno abraço e Paz Profunda!
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Meu comentário:
Frater Francisco
Destaco as expressões "Salada Russa" e "o que ele(ela) faz aqui????!!!! ".
Concordo plenamente. Não é arrogância do frater não.



É seriedade, a mesma seriedade que eu tenho com o que é rosacruciano, só seriedade. Qualquer pessoa pode entrar na Ordem, todos são bem vindos, não há critério maior do que a vontade genuína. Uma vez dentro, no entanto, precisamos cuidar do que se chama pós venda, ou melhor, manter o foco no nosso cliente, que é o nosso frater e soror neófitos. Eles precisam de carinho e atenção, de acompanhamento didático sim. Eu sempre achei que as monografias fossem muito didáticas e acessíveis. Pelo que vi, como o sr., Fr.Francisco, em 37 quase 38 anos de AMORC, no Rio e em São Paulo, na Morada do Silêncio, em Manaus, não é assim. Motivação pessoal não se controla, nem eu falei isso. Regularidade e disciplina é uma prerrogativa do estudante, claro, óbvio, também não era disso que eu estava falando. Eu estou falando de suporte conceitual e didático nos pontos fundamentais da cultura rosacruz, e eles existem, as coisas não são tão subjetivas e relativísticas assim.



Temos que ser dignos de nosso irmão rosacruz Comenius, que há 400 anos atrás foi o fundador da didática moderna. Existem algumas coisas, no conjunto das monografias, que deveria se ter certeza de que todo rosacruz de AMORC entendeu ou ao menos teve contato com o conceito.



Comenius

Existem temas, chamemos de idéias força, que precisamos trabalhar ao longo do tempo, não tem jeito, são anos e anos aperfeiçoando, mas não é possível que não haja nada o que fazer para melhorar este ensino, que não haja nada a aperfeiçoar, senão as monografias não precisariam ser atualizadas. É um assunto pra discutir com frater Osvaldo, responsável por este trabalho.
"Salada Russa" e "o que ele(ela) faz aqui????!!!!"
É culpa só do estudante, ou ele foi deixado ao relento, cheio de espaços em branco em seu aprendizado, e na falta de um apoio mais presente preencheu os espaços com o que conhece e acredita ser o certo, já que ninguém lhe disse que não era?
A "Salada Russa" mais comum é aquela que mistura rosacrucianismo e kardecismo. Culpa dos kardecistas ou falta de um espaço, não em blogs ou fóruns como este, mas junto a própria GLP para esclarecer as diferenças? E não é nem um tema polêmico entre a elite da AMORC. Um livro antigo (Perguntas e respostas rosacruzes) de Spencer Lewis e um novo (História da Rosacruz e seus mistérios) do frater Cristian, são absolutamente harmonicos na visão deste caso em particular. Mas a "Salada Russa" continua. Por que? Medo de ser mais claro  quanto as discordâncias entre uma e outra linha e perder mais membros, aumentando esta sangria que não acaba? Ou falta de informação sobre o assunto? Não sei. Talvez ambos. Agora, tem gente que não sabe o que é uma assunção, que não sabe quem publicou os Manifestos rosacruzes, que embora a Ordem tenha uma linha ocidental cristã, seu cristianismo era o dos protestantes e não dos papistas católicos, tem irmão ou irmã que não sabe visualizar criativamente, que não sabe aplicar uma mera técnica de cura do sexto grau, e coisas assim, estando já no 11° grau. Isso faz sentido? Interromper aqui e ali o curso dos estudos, todo mundo interrompeu, todos passaram pela noite negra, repito, não é disso que eu estou falando, estou falando de responsabilidades administrativas educacionais que uma instituição séria como é a nossa Ordem não pode abrir mão de assumir, por respeito ao seu trabalho de correta transmissão da tradição. Aí não haveria espaço para dizer a frase acima contemplando o baú de monografias: "ficamos anos e anos acumulando monografias num baú, um dia olhamos para aquele baú, acordamos e nos damos conta do tesouro imensurável à nossa frente e tentamos recuperar o tempo perdido". Repito: é culpa só do estudante? Não é esse o termo que usamos, "estudante"? Às vezes eu me sinto muito cansado de ficar repetindo essas coisas, mas se um argumento tão simples como esse não é facilmente compreendido sem toda esta discussão imagine os sagrados ensinamentos que deveriam ser tratados com carinho e ATENÇÃO.Pra entrar, tudo bem , todos são bem vindos. Mas pra ficar, e principalmente para ascender de grau, as coisas poderiam ser muito mais cuidadosas.Em nome de uma Ordem mais homogênea e fiel aos seus princípios de educadora mística de altíssima qualidade. Quem ama cuida. Quem não ama, não liga, deixa assim mesmo, pra que mexer?, vai dar trabalho.
Tá errado. A Ordem é a minha vida desde 17 anos de idade e eu tenho 56 anos. Não posso olhar pra isso calado.
Quem ama cuida, não se pode achar que preocupar-se e dar voz à esta preocupação seja contra aquilo com o que a gente se preocupa, só pode ser a favor, quando melhor o nosso trabalho, maior a minha alegria. Mas precisamos nos mexer.